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Novembro Azul alerta para a importância da prevenção na saúde masculina

Campanha chama atenção para hábitos que levam homens a adiar consultas e acompanhamento médico

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Especialista destaca sinais que exigem atenção e a importância de não esperar o surgimento de sintomas

Adiar uma consulta por não sentir nada, normalizar uma mudança no corpo ou esperar que uma dificuldade para urinar se torne mais incômoda são comportamentos que podem atrasar o diagnóstico de problemas de saúde. Durante o Novembro Azul, a relação dos homens com a prevenção ganha espaço no debate sobre saúde masculina.

A campanha vai além do câncer de próstata e chama a atenção para o acompanhamento médico e a identificação de sinais que precisam ser avaliados. Para o urologista do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), Edgard Scopacasa (CRM-RJ 5201121740), parte da resistência está relacionada a fatores culturais.

"Acho que ainda existe uma questão cultural muito forte, porque o homem, de maneira geral, foi acostumado a procurar ajuda só quando alguma coisa está errada. Muitos têm receio de descobrir alguma doença e demonstrar certa fraqueza. Outros priorizam trabalho, família e acabam deixando a própria saúde em segundo plano", explica.

O Ministério da Saúde considera o Novembro Azul uma oportunidade para ampliar a discussão sobre a saúde masculina. Além do câncer de próstata, o tema envolve saúde mental, hipertensão, diabetes, infecções sexualmente transmissíveis e hábitos de vida.

Dificuldade para urinar, jato fraco, sangue na urina e necessidade de levantar várias vezes à noite estão entre os sinais que merecem avaliação, assim como dores persistentes, alterações nos testículos e dificuldades na função sexual. O câncer de próstata pode evoluir sem sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem, alterações urinárias precisam ser investigadas, mas também podem estar relacionadas a outras condições e não indicam, isoladamente, a presença de câncer.

"Nem toda doença apresenta sintomas no início. O câncer de próstata, por exemplo, frequentemente é silencioso nas fases iniciais. Então, mais do que esperar algum sinal aparecer, precisamos estimular o homem a ter uma relação mais preventiva com a própria saúde", destaca o urologista.

Para o triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano no Brasil. Excluídos os tumores de pele não melanoma, esse é o tipo de câncer mais incidente entre os homens. No Sudeste, a estimativa é de 94,9 casos para cada 100 mil homens.

A associação entre a consulta ao urologista e a realização obrigatória do toque retal ou do exame de PSA também pode afastar pacientes. Edgard explica que a avaliação começa com uma conversa sobre histórico de saúde, antecedentes familiares, idade, sintomas e fatores de risco.

"Ir ao urologista não significa necessariamente fazer toque retal ou sair do consultório com uma solicitação de PSA. A consulta começa com uma conversa, uma avaliação do histórico do paciente, dos antecedentes familiares, da idade, dos sintomas e dos fatores de risco", afirma.

A indicação de exames depende da avaliação individual. O Ministério da Saúde e o INCA não recomendam o rastreamento populacional do câncer de próstata, que consiste na realização de exames em homens sem sinais ou sintomas. Quem deseja fazer o rastreamento deve conversar com um profissional sobre possíveis benefícios e riscos e tomar a decisão de forma compartilhada. Diante de sintomas ou alterações suspeitas, a investigação pode incluir PSA, toque retal e outros exames indicados pelo médico.

Durante novembro, o H.FOA informa oferecer condições facilitadas para consultas eletivas e exames laboratoriais. Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone ou WhatsApp (24) 99999-6461. O hospital fica na Rua Doutor Miguel Couto, 70, Jardim Amália I, em Volta Redonda.