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Corte na regência de professores aprovada por unanimidade

Dos 19 vereadores de Barra Mansa, apenas um votou contra a medida

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Corredor Cultural de Barra Mansa recebe festa

Em meio a uma greve, que deve seguir ao longo da semana, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação de Barra Mansa (Sepe-BM) divulgou a lista dos vereadores que aprovaram, na última quinta-feira (22), a Mensagem nº 29/2026. O texto, que causou polêmica na própria sessão em que foi aprovado e é o principal motivo da greve, modifica a garantia legal do adicional de magistério, ou regência, repassado aos professores.

A mensagem, enviada pelo prefeito Luiz Furlani, foi apoiada por 18 dos 19 vereadores da Câmara: Bruno Oliveira, Casé, Cristina Magno, Daniel Maciel, Deco, Dr. Eduardo, Elias da Corbama, Everton Pesão, Gustavo, Junior da Van, Klévis Farmacêutico, Jefferson Mamede, Marquinho Pitombeira, Pastor Valter da Rádio, Paulo Chuchu, Paulo Sandro, Pissula e Rayane Braga. Marcell Castro foi o único a votar contra.

Revolta da categoria

Anteriormente, a regência em Barra Mansa tinha um percentual fixo de 41%; com a nova lei, a porcentagem de 41% passa a ser o limite a ser recebido. Para o Sepe, a proposta representa um "retrocesso" na garantia de estabilidade salarial dos professores.

— Um percentual garantido em lei não é a mesma coisa que um percentual máximo. Ao substituir os 41% fixos por "até 41%", a proposta retira uma proteção importante da remuneração dos professores e permite que sejam estabelecidos percentuais inferiores. O percentual de 41% deixa de ser uma garantia expressa e passa a ser um limite máximo — explica o sindicato.

Falta de diálogo

Os professores entraram em greve nesta segunda (26), ainda sem previsão de retorno às atividades. Não há indícios de que os grevistas estabeleceram diálogo sobre as reivindicações da categoria com a Prefeitura. O governo municipal informou ao Correio Sul Fluminense que considera as manifestações como "ilegais" e que medidas administrativas serão tomadas a todos os professores que não forem trabalhar sem justificativa. O motivo da ilegalidade da greve não foi informado à redação

Mesmo com o entrave, o Sepe-BM afirmou à redação que os professores seguirão normalmente o calendário de greve.