Atendimento domiciliar chega a moradores de áreas rurais
Equipes atendem pacientes com dificuldade de locomoção e acesso às UBSFs
Moradores de áreas rurais e de difícil acesso de Volta Redonda recebem acompanhamento da Atenção Primária à Saúde por meio de visitas domiciliares realizadas pelas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs). O serviço atende pessoas que enfrentam dificuldades para se deslocar até as unidades, dependem de transporte ou vivem em locais mais distantes.
Na UBSF Roma II, cerca de 500 moradores de áreas rurais estão cadastrados. Atualmente, aproximadamente dez pacientes recebem atendimento em casa, entre pessoas acamadas ou com dificuldade de locomoção. A quantidade pode variar conforme as necessidades identificadas pelos profissionais durante o acompanhamento.
As visitas são feitas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, agente comunitário de saúde e residentes. Durante os atendimentos, a equipe pode realizar avaliação clínica, aferição de sinais vitais, avaliação pediátrica, curativos e vacinação. Também é possível levar medicamentos disponíveis na unidade, desde que o paciente tenha receita, além de receituários e resultados de exames. Quando há necessidade de atendimento especializado, o encaminhamento é feito pela própria unidade.
Um dos moradores acompanhados pela UBSF Roma II é Nelson Maria da Mata, de 57 anos. Ele recebe visitas da equipe e realiza consultas e exames. Em uma visita, os profissionais também acompanharam seu neto, Pedro Henrique, que tinha um mês de vida.
A médica da UBSF Roma II, Jéssica da Cruz Benício, explica que a frequência das visitas é definida conforme a situação de cada paciente.
"Realizamos acompanhamento do Sr. Nelson e da família de forma mensal ou a cada três meses, dependendo da necessidade. O Sr. Nelson apresentou hoje uma queixa de síndrome respiratória e a gente faz esse acompanhamento e monitoramento por causa da distância da unidade básica até aqui. Para a gente, fica muito mais fácil trazer o atendimento até o paciente, porque ele não fica sem a assistência e o cuidado. Esse é o objetivo do SUS (Sistema Único de Saúde) e do atendimento rural: trazer o atendimento médico e o cuidado até o paciente que tem mais dificuldade", afirmou.
Para Nelson, a distância até a unidade é um dos fatores que tornam as visitas importantes. Ele conta que realiza exames de sangue, urina e fezes, além de eletrocardiograma e consultas. Quando precisa de atendimento especializado, recebe o encaminhamento.
Segundo Nelson, uma das visitas também foi importante para identificar uma necessidade de atendimento do neto, que era recém-nascido.
"Elas fazem as visitas. Inclusive, se elas não tivessem vindo, a criança tinha morrido no outro dia, porque ele estava sugando, mas não estava mamando. Já estava todo molinho e a gente não sabia por quê. Foi muito importante a visita delas. É um trabalho muito bacana que elas fazem", contou.
A enfermeira e gerente da UBSF Roma II, Isabella Blachessen, conta que a unidade também acompanhou o pré-natal da filha de Nelson. Como a gestação era de alto risco devido ao histórico de crises de epilepsia, houve encaminhamento para atendimento especializado na Policlínica da Mulher. Atualmente, a equipe acompanha o bebê Pedro Henrique por meio das consultas de puericultura.
Tratamento para tabagismo
A UBSF Roma II também oferece acompanhamento para moradores que desejam parar de fumar. Marina Ramos, de 65 anos, conheceu o programa por meio da unidade e decidiu participar. Com o acompanhamento da equipe, deixou de fumar. A médica residente Vivian Magalhães acompanha a paciente durante o tratamento.
Além do tratamento para tabagismo, a moradora utiliza consultas e exames oferecidos pela unidade e também recebe visitas em casa. Para ela, o atendimento domiciliar facilita o acesso aos serviços de saúde.