Prefeitura debate sobre 'Síndrome Alcoólica Fetal'

Ação reforçou os perigos do consumo de álcool durante a gestação

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Iniciativa foi da Secretaria Municipal de Assistência e Prevenção às Drogas

Volta Redonda realizou o II Encontro Intersetorial sobre Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). A iniciativa tem como objetivo ampliar a conscientização sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação, e os impactos que a exposição ao álcool pode causar no desenvolvimento do bebê, além de fortalecer a atuação integrada das redes de saúde e assistência social.

A programação começou na última quinta-feira (10), com uma capacitação voltada para técnicos das secretarias municipais de Saúde e de Assistência Social, realizada no auditório do Palácio 17 de Julho, sede do governo municipal. À noite, a atividade foi direcionada a estudantes dos cursos da área de saúde do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

No dia seguinte (11), a programação contou com uma roda de conversa com usuários e técnicos da Policlínica da Mulher, abordando a SAF, suas formas de prevenção, identificação e os impactos da condição na vida das crianças e de suas famílias.

A Síndrome Alcoólica Fetal está relacionada à exposição do feto ao álcool durante a gestação e pode provocar alterações físicas, cognitivas, comportamentais e de desenvolvimento. Por isso, a campanha busca reforçar a importância de evitar completamente o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez.

— Estamos realizando o II encontro intersetorial sobre a Síndrome Alcoólica Fetal justamente para fortalecer essa política de prevenção e fazer com que os profissionais compreendam cada vez mais os riscos do consumo de álcool durante a gestação. Também queremos aprimorar o diagnóstico e integrar as informações que já são levantadas pela Saúde e pela Política da Mulher, para que possamos conhecer melhor a realidade do município e desenvolver ações mais efetivas de prevenção e acompanhamento — explicou a secretária municipal de Assistência e Prevenção às Drogas, Neuza Jordão.

Arielle Gonçalves, enfermeira que atua na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do bairro Santo Agostinho, ressaltou que a capacitação é importante para ampliar o conhecimento dos profissionais que estão diretamente ligados ao atendimento da população.