Atenção Primária capacita equipes para atendimento à fibromialgia
Curso orienta profissionais sobre diagnóstico, manejo e encaminhamento
Profissionais da Atenção Primária à Saúde de Resende participam de uma capacitação voltada ao atendimento de pacientes com fibromialgia. A formação reúne cerca de 30 médicos e fisioterapeutas e aborda desde a identificação dos sinais da síndrome até os critérios clínicos utilizados para o diagnóstico e as formas de acompanhamento na rede municipal de saúde.
O treinamento é promovido pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS), responsável pela formação de profissionais da rede em diferentes áreas e especialidades. A iniciativa busca preparar as equipes que atuam na porta de entrada do sistema para reconhecer os sintomas e definir a condução adequada de cada caso.
A Atenção Primária é o primeiro nível de atendimento para pacientes que apresentam sintomas relacionados à fibromialgia. Como não existe um exame específico capaz de confirmar a síndrome, o diagnóstico é feito a partir de critérios clínicos. A avaliação também é utilizada para diferenciar a fibromialgia de outras condições que podem apresentar manifestações semelhantes.
Dependendo do quadro identificado durante o atendimento, o paciente pode ser encaminhado para avaliação especializada em reumatologia. A capacitação trabalha, por isso, tanto o acompanhamento realizado pelas equipes da Atenção Primária quanto os critérios para encaminhamento a outros níveis da assistência.
Outro ponto abordado na formação é o manejo da fibromialgia. O tratamento deve considerar diferentes aspectos da rotina e das necessidades de cada paciente e pode envolver atividade física, mudanças no estilo de vida, controle do estresse e alimentação adequada. Medicamentos também podem ser utilizados quando necessários, com conduta definida individualmente.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Adriano Palma Veras, a preparação das equipes pode contribuir para que os sinais sejam reconhecidos já no primeiro contato do paciente com a rede.
— Quanto mais preparada estiver a equipe para reconhecer os sinais da fibromialgia, compreender os critérios clínicos, diferenciar de possíveis outras síndromes e condições, e orientar o paciente, melhor será a condução de cada caso — afirmou.