Alunos do Unifoa questionam novas regras de acesso do transporte social

Transporte será destinado a bolsistas e alunos com pedidos aprovados após inscrição

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Alunos devem realizar o cadrastro para vagas até o dia 25 de agosto

Alunos do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) estão questionando as novas regras para acesso ao Transporte Social da instituição. A mudança nos critérios gerou preocupação entre estudantes que utilizam diariamente o serviço para chegar ao campus e temem perder o acesso aos ônibus.

Segundo os estudantes, no momento da matrícula, a própria universidade informa que o serviço é disponibilizado aos estudantes mediante a apresentação da carteira estudantil. Após o anúncio das novas orientações para o uso do serviço, os universitários que utilizam o serviço diariamente para chegar ao campus afirmam que a maior preocupação é que os ônibus deixem de atender parte da comunidade acadêmica.

Além das mudanças nos critérios, os estudantes também apontam ônibus lotados, atrasos e quebras frequentes. Eles afirmam ainda que o campus da UniFOA não está localizado em um bairro de fácil acesso e que a demanda atual pelo serviço não atende nem mesmo aos próprios moradores da região. Com isso, aumenta a preocupação sobre a quantidade de alunos que precisarão procurar outros meios para chegar à universidade.

"Eu, sem esse transporte, precisaria pagar seis passagens por dia, o que seria totalmente inviável para mim", disse uma estudante nas redes sociais.

"Quando fui fazer minha matrícula, garantiram transporte. Agora quer tirar? Palhaçada. A mais cara da região, o único diferencial era o transporte, porque o ensino não está lá essas coisas. Agora querem tirar o que nos prometeram", afirmou outra aluna também pelas redes sociais.

As associações de Atléticas Acadêmicas e Diretórios do UniFOA também manifestaram, por meio de nota conjunta, sua indignação com as novas medidas tomadas pela instituição e a preocupação de muitos universitários com a informação de que o serviço passará a ser destinado aos alunos bolsistas e àqueles que tiverem pedidos aprovados após inscrição.

"Vale ressaltar que não somos contra o benefício para bolsistas. Somos contra uma mudança que possa deixar de atender estudantes que também dependem do serviço para conseguir chegar à faculdade", escreveram.

As atléticas também destacaram que o serviço é o principal ou único meio de muitos alunos chegarem ao campus.

"Para muitos alunos, o transporte é o principal ou único meio de chegar ao campus. A retirada desse benefício pode significar mais gastos, atrasos, faltas e dificuldades para acompanhar as aulas. Em alguns casos, pode até contribuir para que estudantes desistam do curso", completaram.

A Fundação Oswaldo Aranha (FOA) informou que disponibiliza há 20 anos o Transporte Social de forma voluntária e sem qualquer custo adicional ao estudante, especialmente para aqueles que não tinham condições de arcar com o deslocamento até a instituição. A fundação informou ainda que, ao longo desse período, o serviço nunca contou com cadastramento efetivo dos usuários nem com qualquer controle de acesso ao embarque, fazendo com que o benefício fosse utilizado por um público bem mais amplo do que aquele originalmente destinado a receber o benefício.

A FOA também informou que passou a ofertar, em 2026, as Bolsas Sociais, que oferecem 50% e 100% de desconto na mensalidade durante toda a graduação, com base em critérios socioeconômicos, permitindo que um público em vulnerabilidade social possa ter acesso ao ensino superior pela primeira vez. Visando permitir a continuidade dos estudos desse público, o UniFOA implementou as alterações no Transporte Social, que passa a atender aqueles que se enquadram no perfil da Bolsa Social e que, por consequência, estão em situação de maior vulnerabilidade social.

Diante dessa nova demanda, a instituição está realizando, pela primeira vez, esse levantamento. Durante todo o mês de agosto, os ônibus continuarão rodando no mesmo formato do semestre anterior, passando a contar também com o reconhecimento biométrico como primeiro controle de embarque. Nesse período de transição, nenhum estudante será proibido de utilizar o serviço.

Critérios para o funcionamento do serviço

A FOA estruturou a seleção do Transporte Social em dois formatos. O primeiro, chamado de acesso prioritário, destina-se aos alunos já beneficiários da Bolsa Social, que devem solicitar o auxílio por meio de requerimento específico, com indicação da rota pretendida e justificativa para a solicitação. O segundo, chamado de cadastro remanescente, destina-se aos demais estudantes, também mediante requerimento específico, com indicação de rota.

Como nunca houve cadastro dos usuários do Transporte Social ao longo desses 20 anos, esse é justamente o ponto central da reorganização: o cadastramento passará a ser realizado a partir de agora, por meio da inscrição formal de todos os interessados.

Prioridade ao acesso ao serviço

A universidade destacou ainda que os bolsistas têm acesso prioritário e que o número de vagas só será consolidado após o fim do prazo de cadastramento.

"Os alunos beneficiários da Bolsa Social terão prioridade de acesso. Porém, estamos na primeira fase de recebimento dos requerimentos, e os próprios bolsistas precisam indicar a necessidade de utilização, conforme a rota. Por isso, os números ainda serão consolidados somente após o encerramento do prazo de inscrições. Reforçamos a todos os que necessitam do transporte que façam seu requerimento até a data definida; é apenas a partir dessa análise que a FOA poderá deliberar sobre a disponibilização das vagas."

Vagas remanescentes

De acordo com a instituição, o cadastro remanescente será preenchido de acordo com a disponibilidade em cada rota e a ordem de chegada dos requerimentos, sempre dentro do limite orçamentário e operacional da frota. Os estudantes interessados, inclusive quem já utiliza o serviço, devem fazer a inscrição formal até o dia 25 de agosto, pela via de acesso prioritário ou pela via do cadastro remanescente.