Jovens músicos se apresentam em concerto na Igreja da Candelária

Concerto reuniu obras de grandes compositores e solistas convidados pelo festival

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Obras de Villa-Lobos, Mendelssohn, Arensky, Blas Rivera e Elgar fizeram parte do repertório apresentado pela orquestra durante a programação do festival

A trajetória de jovens músicos formados pelo projeto Volta Redonda Cidade da Música ganhou mais um capítulo com a participação da Orquestra de Cordas de Volta Redonda na programação do Rio International Cello Encounter (Rio Cello). A apresentação ocorreu na Igreja Nossa Senhora da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro, reunindo integrantes da orquestra e solistas convidados pelo festival.

A relação entre o projeto e o Rio Cello começou há 23 anos, quando o violoncelista inglês David Chew, idealizador do encontro, convidou jovens integrantes da então Orquestra de Violoncelos e Contrabaixos de Volta Redonda para dividir o palco com músicos de destaque do cenário mundial do violoncelo. A primeira participação ocorreu no Teatro Sesc Copacabana.

Desde então, o festival passou a fazer parte da trajetória de diferentes gerações de estudantes do projeto. A parceria permitiu que os músicos participassem de concertos ao lado de artistas brasileiros e estrangeiros e também ocupassem espaços de apresentação fora de Volta Redonda.

Sob a regência da maestrina Sarah Higino, coordenadora do projeto Volta Redonda Cidade da Música, a orquestra apresentou obras de Heitor Villa-Lobos, Felix Mendelssohn, Anton Arensky, Blas Rivera e Edward Elgar.

A apresentação também reuniu músicos que passaram pelo projeto em diferentes momentos. Entre os espectadores estava Gutemberg Mamedes Martins, ex-aluno que iniciou os estudos em 2005 e permaneceu na iniciativa até 2011. Atualmente, ele é terceiro-sargento músico do Corpo de Bombeiros e integra a Orquestra Sinfônica dos Bombeiros.

A presença de Gutemberg no concerto marcou um reencontro com professores e colegas que fizeram parte de sua formação musical. Segundo ele, a experiência permitiu perceber as mudanças ocorridas desde o período em que era estudante.

"Hoje vim prestigiar meus primeiros professores e amigos. A apresentação foi maravilhosa. O nível de interpretação dos alunos e dos professores, eu vi que só evoluiu do período em que estive lá. Hoje, o projeto só cresceu musicalmente", afirmou.

Para a professora Maria Tereza Avanci, que acompanhou o concerto, a experiência também mostrou a relação entre formação musical e educação. Ela destacou o impacto de iniciativas que utilizam a música e outras manifestações artísticas no desenvolvimento dos estudantes.

A professora contou que já conhecia o projeto, mas nunca havia assistido a uma apresentação da orquestra. Ao acompanhar a regência de Sarah Higino, disse ter sentido uma reação intensa provocada pela música.

Ao longo dos 23 anos de parceria, os estudantes tiveram contato com músicos de diferentes países e estilos. Segundo Sarah Higino, a participação no festival incluiu encontros com nomes nacionais e internacionais ligados ao violoncelo e apresentações em espaços que antes não faziam parte da rotina dos jovens músicos.

"São 23 anos de parceria com o Rio Cello, que tem dado muito certo. Nós temos recebido grandes nomes nacionais e internacionais do violoncelo. Temos ocupado alguns espaços onde antes não tínhamos tido a oportunidade de realizar concertos. A única coisa que eu posso dizer é: vida longa ao Rio Cello", afirmou a maestrina.

A presença da orquestra no festival aproxima músicos em formação de profissionais já estabelecidos. Para os estudantes, a experiência envolve não apenas a execução do repertório, mas também o contato direto com diferentes referências musicais e ambientes de apresentação.