Municípios vão receber kits de combate à hanseníase
Região Serrana registra uma média de 38,5% de casos da doença
O Estado do Rio de Janeiro vai realizar a entrega de estesiômetros para os municípios para a prevenção e combate à hanseníase. Doença que, segundo o Ministério da Saúde (MS), é causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo causar perda de sensibilidade e fraqueza muscular.
Na Região Serrana, a doença tem uma taxa considerada alta, conforme apontam os dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ). A média de casos é de 38,5%, indicadores esses precários de detecção anual de novos casos em relação aos parâmetros estaduais, com municípios como Teresópolis e Guapimirim registrando histórico de transmissão e necessidade de vigilância ativa de contatos.
A SES-RJ informou que a entrega dos aparelhos amplia o combate à doença. O equipamento mede a sensibilidade da pele e é capaz de identificar lesões nos nervos precocemente, antes que gerem sequelas irreversíveis. Nesta etapa, os equipamentos serão distribuídos aos municípios prioritários que tenham apresentado casos, sempre vinculados às capacitações promovidas pela Gerência de Hanseníase.
De acordo com a Secretaria, a distribuição dos equipamentos integra as ações previstas nas metas do Plano Estadual de Saúde, voltadas à redução das incapacidades físicas provocadas pela hanseníase, e faz parte de um conjunto de ações de qualificação das equipes municipais.
Sintomas
Os principais sinais e sintomas da hanseníase incluem o aparecimento de manchas na pele, que podem ser brancas, avermelhadas ou amarronzadas, acompanhadas pela perda de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor e ao tato.
A doença também se manifesta pelo comprometimento dos nervos periféricos, que costumam ficar espessados, provocando formigamento, fisgadas, perda de força e redução da sensibilidade na face, nas mãos e nos pés.
Transmissão
O Ministério da Saúde alerta que a transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, sem tratamento, transmite a infecção por meio do espirro, da tosse ou da fala, e não pelos objetos utilizados pelo paciente. Também é necessário um contato próximo e prolongado.