Executivo abre processo para acompanhar intervenção
Ação visa fiscalizar os atos relacionados à Turp
O prefeito de Petrópolis, Hingo Hammes (PP), publicou na última semana a Portaria nº 2.029, que abriu um processo administrativo para acompanhar a intervenção parcial da empresa de transporte público Turp, decretada em 20 de maio de 2026. A intenção, conforme consta no Diário Oficial do município, é garantir a tramitação, instrução e acompanhamento dos atos relativos ao decreto.
A intervenção se deu por conta de episódios de paralisação, quebras de frota, entre outros problemas apresentados. Segundo o município, a decisão tem como base relatórios técnicos da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTRANS), documentos do Processo Administrativo nº 562/2025 e decisões judiciais relacionadas ao tema.
A prefeitura ainda ressaltou que precisou recorrer à Justiça neste ano para garantir a retomada da operação após uma interrupção do serviço. Com isso, a intervenção parcial visa assegurar a continuidade do transporte público. Para acompanhar os atos, o Executivo nomeou o interventor Junior Cezar Maurício Marinho. A função dele é fiscalizar a empresa junto às equipes técnicas da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) e da Secretaria de Serviços, Segurança e Ordem Pública (SSSOP).
Inicialmente, a intervenção tem prazo de até 120 dias, contados a partir da publicação do decreto, em 20 de maio.
Situação da Turp
O cenário da Turp foi discutido em audiência pública na Câmara dos Vereadores ainda em maio, quando foi apontado que ele sintetiza os problemas frequentes do transporte coletivo urbano na cidade.
Em novembro de 2025, o valor da passagem do transporte coletivo da empresa Turp passou a ser de R$ 5,90 por determinação da Justiça. A decisão partiu do juiz da 4ª Vara Cível de Petrópolis, Jorge Luiz Martins, que determinou o acompanhamento quinzenal dos serviços prestados durante três meses. A medida só foi possível após recurso da empresa. As demais empresas passaram a operar com o novo valor em agosto.
Em audiência pública na 4ª Vara Cível, realizada em abril deste ano, a CPTrans informou que a empresa não estaria em condições de operar com qualidade no município. No entanto, a Turp rebateu a avaliação e afirmou que segue empenhada em cumprir as metas estabelecidas, mas apontou dificuldades financeiras, atribuindo parte do problema ao atraso no repasse do Vale-Educação pelo município, o que, segundo a empresa, impacta o fluxo de caixa. A empresa também mencionou a greve recente como reflexo dessas dificuldades financeiras e defendeu a ampliação do debate sobre a tarifa.