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Operação mira esquema envolvendo empresas do comércio varejista no Rio que sonegou mais de R$ 100 milhões

Segundo as investigações, o grupo montou um esquema de fraude tributária criando várias empresas registradas em nome de 'laranjas'

Por Adriano Araújo

Operação Denário mira sonegação de empresas do comércio varejista no Rio de Janeiro

Agentes da Delegacia Fazendária (Delfaz) da Polícia Civil, em conjunto com a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), realizam a operação Denário, para desarticular um esquema de sonegação fiscal envolvendo empresas do comércio varejista no Rio. As investigações identificaram débitos tributários que ultrapassam R$ 100 milhões. São cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da capital.

Segundo as investigações, o grupo montou um esquema de fraude tributária criando várias empresas registradas em nome de "laranjas". Mesmo com diferentes responsáveis formais, os estabelecimentos estariam, na prática, sob o controle de um mesmo núcleo empresarial.

Um dos principais investigados seria responsável pela constituição e pelo gerenciamento dessas empresas, utilizando pessoas interpostas para ocultar sua participação nos negócios. A estratégia busca dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelas atividades comerciais e permitir a supressão ou redução ilegal de tributos, de acordo com a polícia.

A Delfaz contou com o apoio da Fazenda no trabalho de inteligência, que fez a análise fiscal das empresas investigadas. Com o cruzamento das informações, foi identificado débitos tributários superiores a R$ 100 milhões das pessoas jurídicas associadas ao grupo.

Os policiais civis buscam documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para o aprofundamento das investigações, a identificação de todos os envolvidos e o esclarecimento da dinâmica das possíveis fraudes.

"Além de provocar prejuízos aos cofres públicos, a prática compromete recursos que poderiam ser destinados a serviços essenciais, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Esse tipo de crime também prejudica a livre concorrência, ao permitir que empresas que deixam de recolher tributos obtenham vantagens indevidas sobre comerciantes e empresários que cumprem regularmente suas obrigações fiscais", diz a Delfaz.