Tradicional Café Lamas reabre nesta quarta-feira após quatro meses fechado por incêndio
Restaurante mais antigo do Rio e do Brasil volta a abrir as suas portas para o público com cozinha revitalizada
O Café Lamas, restaurante mais antigo do Rio e do Brasil, reabre as suas portas nesta quarta-feira (21), quatro meses depois de um incêndio que destruiu sua cozinha e comprometeu parte de usa estrutura, em junho deste ano.
O estabelecimento, que fica na Rua Marquês de Abrantes, no Flamengo, enfrentou dificuldades financeiras depois do episódio, já que o ressarcimento do seguro não foi liberado.
Um movimento solidário se formou para garantir a rápida volta do Lamas. O #JuntoPeloLamas foi liderado por Ricardo Garrido, sócio-fundador da Companhia Tradicional de Comércio, e por Mariana Rezende, do Bar da Frente.
A iniciativa reuniu 25 bares e restaurantes do Rio e de São Paulo, que destinaram a arrecadação de pratos e drinques selecionados às obras de reforma da cozinha.
O Lamas é um dos restaurantes mais tradicionais do Rio e o mais antigo em funcionamento no Brasil, abrindo suas portas ainda na época do Império, há 152 anos. Ele foi fundado em 1874 e virou um símbolo da vida cultural e política carioca. Ao longo de mais de 15 décadas, é frequentados por escritores, artistas, jornalistas e autoridades.
"Com a reabertura, o Lamas retoma seu lugar na boemia carioca. São mais de 150 anos de conversas atravessando a madrugada, encontros de amigos na calçada, chopes de fim de expediente no balcão e famílias que passaram de geração em geração o hábito do almoço de domingo na casa. Foi essa clientela fiel que acompanhou de perto os quatro meses de portas fechadas e torceu ao lado de todos que se mobilizaram pela volta do Lamas. Agora, ela reencontra as mesas como deixou, com os clássicos que contam a história do Rio no prato", diz o Lamas.
O estabelecimento nasceu no Largo do Machado, onde ficou por mais de um século. Deixou o local para as obras do metrô, se transferindo para o atual endereço, na Marquês de Abrantes, onde permanece há 52 anos. É reconhecido como Patrimônio Cultural Carioca pela Prefeitura do Rio.