Setembro Amarelo reforça atendimento em saúde mental na rede municipal
Atendimento de equipe multidisciplinar oferece um tratamento completo e personalizado aos pacientes
A campanha de Setembro Amarelo promove conscientização sobre saúde mental e o alerta à prevenção ao suicídio. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) adota medidas específicas para tratar da pauta, ao oferecer acolhimento, escuta qualificada e cuidado multiprofissional para pessoas em crise ou que necessitem de atendimento por sofrimento emocional e psíquico. O objetivo é incentivar a busca por suporte profissional, combater o tabu e o estigma em torno dos transtornos mentais e auxiliar as famílias dos pacientes, promovendo aceitação, bem-estar e proteção da vida.
Dados da Organização Mundial da Saúde justificam a importância da conscientização: mais de 720 mil pessoas tiram as próprias vidas anualmente, e os jovens de 15 a 29 anos estão entre os grupos mais afetados.
Atendimento multidisciplinar
Na rede municipal, o cuidado começa na Atenção Primária, principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde, com equipe multidisciplinar. Todas as 242 unidades da rede (centros municipais de saúde e clínicas da família) estão preparadas para identificar situações de sofrimento psíquico e definir o acompanhamento mais adequado. De acordo com a necessidade de cada paciente, o cuidado pode ser compartilhado ou encaminhado para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem atendimento multiprofissional e constroem planos terapêuticos individualizados.
Em situações de crise, casos clínicos e de trauma relacionados a tentativa de suicídio, unidades de urgência e emergência realizam o atendimento imediato e articulam a continuidade do cuidado com a rede de atenção psicossocial.
A tecnologia do Centro de Inteligência Epidemiológica (CIE) também auxilia na identificação desses casos nos hospitais e envia alertas à rede municipal de Saúde Mental, permitindo busca ativa e acompanhamento dos pacientes.
Sinais de alerta: orientações de prevenção
Mudanças persistentes de comportamento podem indicar que uma pessoa está passando por sofrimento emocional e precisa de atenção. Isolamento social, alterações de humor, perda do autocuidado, aumento do consumo de álcool ou outras drogas e falas de desesperança ou autodesvalorização estão entre os sinais que devem ser observados por familiares e pessoas próximas. O histórico de condições como depressão e ansiedade também pode demandar maior atenção.
"Reconhecer o estado emocional do indivíduo e conversar sobre a situação são componentes fundamentais para a prevenção. A conversa sempre vai ser o primeiro passo, mas é preciso buscar ajuda profissional das unidades de saúde", orienta Hugo Fagundes, superintendente de Saúde Mental da SMS.
Nos casos de sintomas depressivos graves, por exemplo, a equipe do CAPS elabora um plano terapêutico de acordo com o sofrimento psíquico e as necessidades identificadas. O acompanhamento pode incluir atendimentos individuais, em grupo e com familiares, além de oficinas terapêuticas voltadas à reabilitação psicossocial. O trabalho é multiprofissional e articulado com os demais serviços da rede de saúde.
Para familiares e pessoas próximas que também necessitem de apoio, a SMS oferece acompanhamento e espaços de escuta. Na Atenção Primária, há grupos de suporte, enquanto a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) realiza acolhimento e acompanhamento de acordo com as necessidades emocionais e psicológicas identificadas.
Rede de atenção psicossocial
A rede municipal conta com 40 CAPS, incluindo serviços voltados para o cuidado relacionado ao uso de álcool e outras drogas (CAPSad) e para crianças e adolescentes (CAPSi). A rede também dispõe de sete emergências em saúde mental para atendimento imediato.