Olheiro do tráfico é preso após monitorar viatura e repassar informações ao TCP na Baixada Fluminense

Homem acompanhava a movimentação de policiais em uma motocicleta e transmitia informações em tempo real para traficantes da Comunidade Santa Tereza, segundo a investigação

Por Bianca Lobianco

Polícia prende olheiro do tráfico do TCP

Um homem apontado pela Polícia Civil como integrante da estrutura de monitoramento do Terceiro Comando Puro (TCP) foi preso em flagrante nesta quinta-feira (6), durante uma operação na Comunidade Santa Tereza, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. De acordo com as investigações, ele atuava como "olheiro" da facção criminosa e era responsável por acompanhar a movimentação das forças de segurança para alertar traficantes sobre a presença policial.

A prisão foi realizada por agentes da 54ª Delegacia de Polícia (Belford Roxo) durante diligências na comunidade. Segundo a corporação, os policiais identificaram um motociclista que seguia o deslocamento da viatura enquanto utilizava o celular de forma contínua, comportamento considerado compatível com a atividade de monitoramento exercida por integrantes do tráfico.

Ao perceber que seria abordado, o suspeito tentou fugir em alta velocidade, mas perdeu o controle da motocicleta e caiu poucos metros depois. Ele foi alcançado e detido pelos agentes.

Durante a ação, os policiais concluíram que o homem transmitia informações em tempo real sobre a operação para criminosos ligados ao TCP, permitindo que integrantes da organização criminosa acompanhassem os deslocamentos da equipe policial e adotassem estratégias para escapar de prisões ou esconder armas e drogas.

O suspeito foi levado para a 54ª DP, onde foi autuado em flagrante pelo crime de associação para o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros integrantes da rede de apoio responsável por fornecer informações ao tráfico na região.

Atuação dos chamados "olheiros"

Os chamados "olheiros" exercem uma função estratégica dentro das facções criminosas. Eles costumam permanecer em pontos de observação nas comunidades para monitorar a entrada de viaturas, equipes policiais e veículos considerados suspeitos. As informações são repassadas rapidamente por telefone celular ou rádio comunicador, permitindo que traficantes reorganizem suas ações, escondam entorpecentes ou deixem o local antes da chegada das forças de segurança.

A prisão ocorre em meio à intensificação das operações da Polícia Civil contra organizações criminosas que atuam na Baixada Fluminense, região que concentra disputas entre facções pelo controle de comunidades e rotas do tráfico de drogas.