Trevo Network debate empregabilidade inclusiva no RIW
Palestra abordou como a tecnologia conecta PcDs qualificados a empresas
A empregabilidade inclusiva e o uso da tecnologia para ampliar o acesso de pessoas com deficiência (PcDs) ao mercado de trabalho foram os grandes temas debatidos na Rio Innovation Week 2026. O fundador e CEO da Trevo Network, Antônio Pedro Simão, apresentou o painel "Incluir para Empregar", realizado na terça-feira (4), no Palco Instituto da Criança. Durante o encontro, o executivo compartilhou estratégias sobre como a inovação contribui para criar processos seletivos mais acessíveis, eficientes e humanos.
Nascido no Rio de Janeiro com uma deficiência física, Antônio transformou sua vivência pessoal no motor para a criação da startup, a partir de dificuldades e desafios de inclusão enfrentados no mercado de trabalho, que o apontaram para fazer a diferença em um empreendedorismo social com propósito.
Tecnologia e IA contra o capacitismo
Lançada em novembro de 2025, a Trevo Network vem apresentando um crescimento consistente e consolidando sua atuação como uma plataforma voltada à conexão entre PCDs e o mercado de trabalho.
Em apenas nove meses de operação, a startup alcançou marcas expressivas: contabilizou cerca de 150 mil acessos ao site, mais de 1.250 profissionais cadastrados, 50 empresas participantes, como Allos, BTG Pactual, Firjan, Energisa, Solstad, BRK Ambiental e Duty Free; e mais de 100 entrevistas promovidas.
Um dos principais destaques apontados durante o evento foi a alta qualificação do público atendido.
Quase metade dos candidatos cadastrados possui ensino superior completo — índice muito superior à média nacional —, 48,3% já contavam com experiência profissional prévia e 40% declararam falar um ou mais idiomas.
Presente em todos os estados do país, a Trevo Network utiliza um sistema próprio de Inteligência Artificial (IA) para cruzar dados e identificar os profissionais mais compatíveis com cada vaga, contribuindo para a otimização de contratações, a redução de barreiras, o combate ao capacitismo e a promoção de um mercado de trabalho mais inclusivo e de maior oferta de oportunidades para PcDs no Brasil.