Cacique Cobra Coral alerta Rio sobre convênio após vendaval

Fundação afirma que acordo com a Prefeitura do Rio ainda não foi renovado e diz que temporais recentes antecipam um verão de eventos climáticos extremos

Por Ana Laura Gonzalez

Comunicado da fundação destaca que o acordo de cooperação com a administração municipal é realizado sem custos

A Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC) afirmou que o convênio firmado com a Prefeitura do Rio de Janeiro ainda não foi renovado e relacionou a situação aos temporais que atingiram a capital fluminense nesta semana. Em publicação divulgada nas redes sociais, a entidade classificou os ventos intensos registrados no município como um indicativo dos eventos climáticos extremos previstos para o próximo verão.

No comunicado, a fundação destacou que o acordo de cooperação com a administração municipal é realizado sem custos para o poder público e afirmou aguardar a renovação do convênio pela atual gestão.

Segundo a publicação, os vendavais registrados recentemente seriam apenas uma prévia das condições climáticas esperadas para o verão de 2026, período que, de acordo com a entidade, deverá ser marcado por fenômenos meteorológicos de maior intensidade.

Fundação diz atuar por meio de técnicas espirituais

A Fundação Cacique Cobra Coral afirma prestar serviços de "assistência climática" para governos, empresas e instituições públicas e privadas. Conforme a organização, sua atuação ocorre por meio de práticas espirituais e mediúnicas que, segundo a entidade, seriam capazes de influenciar fenômenos como chuvas, secas, tempestades e outros eventos meteorológicos.

As alegações da fundação, no entanto, não possuem comprovação científica e não são reconhecidas pela comunidade científica como método válido para alterar ou controlar o clima.

Apesar disso, a FCCC afirma ter firmado, ao longo das últimas décadas, convênios e parcerias com órgãos públicos e organizações em diferentes países.

Fundação cita atuação internacional

Entre os episódios mencionados pela entidade está a suposta assistência prestada à Argentina desde a Guerra das Malvinas, em 1982. A organização também afirma ter realizado uma intervenção durante uma crise energética enfrentada pelo país vizinho em 1989, alegando ter atuado para favorecer a ocorrência de chuvas em bacias hidrográficas.

Mais recentemente, após o agravamento da crise diplomática entre Brasil e Argentina envolvendo declarações do presidente Javier Milei, a fundação anunciou a suspensão da chamada assistência climática oferecida ao governo argentino.

Convênio chama atenção após temporais

A manifestação da FCCC ocorre dias depois dos fortes ventos que atingiram o Rio de Janeiro e provocaram transtornos em diferentes regiões da cidade, incluindo queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e acidentes que resultaram em mortes.

Ao citar o episódio, a entidade reforçou o pedido para que o convênio com a Prefeitura do Rio seja renovado, reiterando que a parceria não envolve repasse de recursos públicos.

Até o momento, a administração municipal não havia se pronunciado sobre a renovação do acordo mencionado pela Fundação Cacique Cobra Coral.