Ivanir dos Santos, o babalawô que luta pela igualdade religiosa

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Professor celebrou 72 anos com festa no Viaduto de Madureira

O Viaduto de Madureira — um dos maiores corações da cultura negra carioca — foi palco de um encontro histórico. Longe de ser apenas uma festa de aniversário, a celebração dos 72 anos do professor e babalawô Ivanir dos Santos transformou-se em um manifesto de afeto, respeito e reconhecimento a uma trajetória de mais de cinco décadas dedicadas aos direitos humanos, à igualdade racial e à liberdade religiosa.

Cerca de mil pessoas, entre familiares, amigos de longa data, ex-alunos, líderes religiosos, intelectuais e artistas, reuniram-se para abraçar uma das lideranças mais expressivas do país.

Entre as personalidades que fizeram questão de prestar suas homenagens, destacam-se: a deputada federal Benedita da Silva (amiga de longa data), os deputados estaduais Dani Balbi, Carlos Minc e Renata Souza, o vereador Waldeck Carneiro; a ativista Mônica Cunha; Jacques d'Adesky, Medeiros, Clátia Vieira, Ruth Pinheiro e membros do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN); padre Gege, o pastor Kleber Lucas e a ialorixá Janaína de Ossaim.

A força do legado de Ivanir pôde ser medida pela diversidade e relevância das presenças no evento. Faixas de congratulações enviadas por movimentos sociais, coletivos culturais e grupos religiosos de todo o estado decoravam o viaduto.

"Recebi uma quantidade de amor como nunca havia visto. Cada abraço, cada palavra e cada reencontro fizeram deste aniversário um momento eterno. Não poderia haver lugar mais simbólico para viver isso do que o Viaduto de Madureira, cercado pela nossa cultura, pela nossa gente e por tantos afetos. Agora começa um novo ciclo. É mais uma vida e ainda mais vontade de seguir construindo, sonhando e lutando", disse Ivanir.

Entre a batida do charme, abraços apertados e reencontros emocionantes, o domingo em Madureira não foi apenas um marco cronológico na vida de Ivanir dos Santos, mas uma recarga de energia para as próximas lutas. O Viaduto provou, mais uma vez, que a resistência preta se faz com luta, mas também com muita festa, afeto e comunidade.