Prefeitura do Rio sanciona lei do projeto Praça Onze Maravilha

Plano prevê R$ 1,7 bilhão em investimentos para revitalizar a região

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O projeto será custeado pela venda de imóveis próprios municipais

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, sancionou nesta quinta-feira (9) a Lei Complementar nº 301, que cria a Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) Praça Onze Maravilha. O projeto prevê a transformação e a modernização de 458 mil m² de uma das regiões mais históricas da cidade, estimando investimentos de R$ 1,7 bilhão nos próximos 20 anos e a construção de 37 mil unidades residenciais.

"Essa região também vai passar a ser um bairro integrado, composto por Santa Teresa, Catumbi, Rio Comprido, Praça Onze, Cidade Nova, e que se juntam ao Centro Histórico e à Região Portuária do Rio, com esse esforço de consolidação da volta da cidade para sua origem, que é o Centro do Rio", explicou o prefeito.

Diferente do Porto Maravilha, financiado por Cepacs, o Praça Onze Maravilha será custeado pela venda de imóveis públicos municipais, com previsão de leilão de 62 terrenos dentro de três meses.

Entre as principais intervenções urbanas estão a demolição do Elevado 31 de Março, que dará lugar à Av. da Democracia, abrindo novas frentes para o mercado imobiliário privado, e o incentivo ao retrofit de imóveis ociosos. Já no campo da mobilidade, o plano inclui um convênio para viabilizar a expansão da Linha 2 do metrô, no trecho Estácio-Carioca, prevendo as estações Catumbi e Praça Cruz Vermelha.

O coração cultural do projeto será a Biblioteca dos Saberes, assinada arquiteto Francis Kéré, localizada no terreno do atual Terreirão do Samba. O espaço funcionará integrado ao Arquivo da Cidade, ao Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian e ao próprio Sambódromo.

A meta é quebrar a sazonalidade do Carnaval e transformar a Passarela do Samba em polo turístico permanente. O plano também destinará 3% da arrecadação da operação para o Patrimônio Histórico, incluindo a recuperação da histórica Vila Operária Salvador de Sá.

Garantindo o aspecto social, o município assegurou que não haverá desapropriações e que moradores terão prioridade nas contratações e em programas de qualificação profissional.