Operação mira grupo suspeito de lavar R$ 338 milhões no RJ
Polícia Civil cumpre mandados nas zonas Oeste e Norte do Rio e investiga esquema de clonagem de cartões e movimentações financeiras ilegais entre 2017 e 2022
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (20), a Operação Tarja Oculta contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro, clonagem de cartões e outros crimes financeiros. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 338 milhões entre os anos de 2017 e 2022.
Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nas zonas Oeste e Norte da capital fluminense. De acordo com a corporação, cerca de 25 pessoas já foram identificadas como integrantes do esquema.
Durante as diligências, policiais apreenderam grandes quantias em dinheiro em endereços ligados aos investigados. As imagens das apreensões foram divulgadas pela corporação.
As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada, dividido em seis núcleos operacionais. Conforme a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam empresas de fachada, “laranjas”, contas bancárias de passagem e saques fracionados para dificultar o rastreamento dos recursos e burlar mecanismos de fiscalização financeira.
O caso começou a ser investigado em 2022, após uma instituição financeira comunicar movimentações consideradas atípicas em uma conta bancária. Segundo a polícia, um dos alvos tentou sacar R$ 1 milhão em espécie em uma agência, o que levantou suspeitas e motivou o início das apurações.
Ainda conforme a investigação, os envolvidos realizavam operações incompatíveis com a renda declarada e mantinham intensa movimentação financeira entre si. As diligências foram conduzidas com base em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs).
A operação é coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCC-LD) e conta com apoio de equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e do Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB).
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar toda a estrutura financeira utilizada pelo grupo, individualizar as condutas dos suspeitos e rastrear o destino dos ativos considerados ilícitos.