Prefeitura apresenta na Câmara resultados financeiros de 2025

Reunião contou com a presença de membros da Secretária Municipal de Fazenda

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A Comissão de Finanças da Câmara Municipal do Rio realizou uma audiência pública com representantes da Secretaria Municipal de Fazenda para a apresentação dos dados referentes ao terceiro quadrimestre de 2025.

No período analisado, o Município do Rio arrecadou R$ 46,5 bilhões, valor apenas 0,9% inferior à meta prevista, de R$ 46,9 bilhões. Em comparação com 2024, houve crescimento de 2%, que passou de R$ 45,6 bilhões para R$ 46,5 bilhões.

Segundo a secretária Andréa Senko, o resultado demonstra mais um ano com superávit financeiro, disponibilidade de caixa e bom equilíbrio entre receitas e despesas. Ela ressaltou que a dívida consolidada líquida atingiu o menor percentual dos últimos dez anos em relação à receita corrente líquida

Destaque para a arrecadação com ISS

O gerente de Estudos, Normas e Elaboração Orçamentária, Carlos Eduardo Lima do Rego, enfatizou o desempenho das receitas correntes, principal fonte de arrecadação municipal. Em valores nominais, essas receitas — que incluem impostos, taxas e transferências — cresceram 6,1% de 2024 para 2025, alcançando R$ 45,5 bilhões.

Entre os principais destaques está o aumento da arrecadação do ISS. De acordo com Rego, o grupo registrou crescimento nominal de 6,4% (cerca de R$ 1,1 bilhão), enquanto o ISS, isoladamente, apresentou alta de 9,6% nominal e 4,3% acima da inflação.

Por outro lado, as receitas de capital — que incluem operações de crédito e alienação de bens — apresentaram queda de 62,7% em valores nominais e 64,8% em termos reais. Apesar disso, a alienação de bens teve crescimento de quase 2023% em valores constantes, passando de R$ 30,1 milhões para R$ 95,6 milhões.

Redução nas
despesas com pessoal

As despesas pagas no período somaram R$ 43,5 bilhões, valor 2,6% acima do previsto no cronograma (R$ 42,4 bilhões). Já as despesas com pessoal e encargos sociais apresentaram redução de 5,3% em valores reais, caindo de R$ 25,3 bilhões para R$ 24 bilhões.

O vereador Welington Dias questionou os motivos dessa redução nas despesas com pessoal do Executivo. Segundo Andréa Senko, trata-se de um fator pontual, e não de uma tendência de queda. Ela explicou que, em 2024, houve um volume elevado de pagamentos decorrentes de decisões judiciais, cerca de R$ 200 milhões, o que não se repetiu em 2025.

Sobre a execução de apenas 41,7% das operações de crédito autorizadas pelo Legislativo em 2025, Senko atribuiu o cenário às altas taxas de juros no país. A expectativa, segundo ela, é de melhora em 2026, após o período eleitoral, o que justificou a decisão de postergar a utilização desses recursos.