Caso de sarampo no Rio é o 2º no Brasil em 2026
Ministério da Saúde reforça vacinação e vigilânica epidemiológica
Por Déborah Gama
O Ministério da Saúde confirmou, nesta semana, o registro de um caso de sarampo no município do Rio de Janeiro, acendendo o sinal de alerta para as autoridades sanitárias do estado. A paciente é uma jovem de 22 anos, moradora do bairro de Realengo, na Zona Oeste, que não possuía comprovação vacinal contra a doença. Este é o segundo registro da enfermidade no Brasil apenas em 2026 — o primeiro ocorreu em São Paulo, envolvendo uma criança de seis meses com histórico de viagem à Bolívia.
A confirmação laboratorial foi realizada pela Fiocruz após a paciente apresentar febre alta e manchas avermelhadas pelo corpo. Um ponto que preocupa a vigilância epidemiológica é o fato de a jovem trabalhar em um hotel na Zona Sul da capital, área de intenso fluxo de turistas nacionais e estrangeiros. Apesar da exposição no ambiente de trabalho, a paciente relatou não ter viajado para regiões com transmissão ativa do vírus nos meses anteriores aos sintomas.
Assim que a notificação foi oficializada, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou um protocolo de "bloqueio vacinal". A medida consiste na imunização imediata de todas as pessoas que tiveram contato direto ou indireto com a paciente, incluindo familiares, vizinhos em Realengo e colegas de trabalho no hotel. O monitoramento desses contatos deve durar, no mínimo, 30 dias para garantir que a cadeia de transmissão foi interrompida.
O sarampo é uma doença viral aguda e extremamente contagiosa, transmitida por secreções respiratórias ao tossir, falar ou espirrar. Especialistas reforçam que, em um cenário onde o Brasil busca manter o certificado de país livre da circulação endêmica, um único caso confirmado já é tratado com o rigor de um potencial surto.
Por isso, as autoridades de saúde recomendam que a população verifique a caderneta de vacinação. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente em todas as clínicas da família e nos Super Centros de Vacinação da prefeitura.
Pessoas de até 29 anos devem ter duas doses comprovadas no documento. Já os adultos entre 30 e 59 anos precisam de pelo menos uma dose. Em caso de febre acompanhada de manchas vermelhas, o paciente deve procurar atendimento imediato e evitar locais aglomerados, utilizando máscara para proteger outras pessoas até que o diagnóstico seja descartado.