Planetário terá maior renovação da história
Por Redação
O Planetário do Rio, um dos equipamentos científicos e culturais mais tradicionais da capital carioca, recebeu nesta quarta-feira (28) o anúncio da maior renovação de sua história. A modernização do espaço acontecerá com um investimento de R$ 30 milhões da Shell Brasil, via Lei de Incentivo à Cultura.
A cerimônia de anúncio contou com o prefeito Eduardo Paes (PSD), o presidente da Fundação Planetário, Renato Pellizzari, e o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa. O projeto tem como foco a recuperação estrutural e tecnológica do prédio, que não recebia intervenções de grande escala há cerca de 25 anos. Entre as melhorias previstas estão a climatização total dos ambientes e a adequação das instalações para garantir acessibilidade universal aos visitantes.
Um dos focos da obra é a restauração externa da Cúpula Carl Sagan, reconhecida como a maior da América Latina. Além das melhorias físicas, o Museu do Universo passará por uma reformulação museográfica integral. O novo projeto prevê a renovação total do acervo e das exposições, incorporando experiências interativas e imersivas voltadas à divulgação científica. Para o prefeito Eduardo Paes, o investimento resgata a relevância do local para a memória da cidade.
"Todo carioca tem na sua memória uma passagem pelo Planetário, especialmente na sua infância, na sua juventude. É um espaço incrível, há uns 25 anos não acontecia um investimento de porte aqui. É muito importante essa parceria com a Shell, uma empresa multinacional, mas que aqui no Brasil é essencialmente carioca, está baseada aqui. Em breve, a gente vai ter um Planetário ainda mais qualificado", destacou o prefeito.
Para a gestão do Planetário, a modernização reposiciona o local internacionalmente. O presidente Renato Pellizzari pontuou os benefícios sociais da iniciativa. "Esta parceria vai deixar um legado permanente para o Rio: um dos planetários mais modernos do hemisfério sul, acessível e transformador, e que será referência em divulgação científica, cultura, turismo e inclusão", afirmou o gestor do Planetário.
O presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, reforçou o papel social do aporte financeiro e a relação da companhia com o estado. "O Rio de Janeiro faz parte da história da Shell no Brasil há mais de um século, e investir no Planetário é reafirmar esse vínculo. Acreditamos profundamente no poder do conhecimento para transformar realidades. Ao unir ciência, cultura e educação em um projeto inclusivo e com impacto de longo prazo, estamos investindo nas próximas gerações e no desenvolvimento do país", afirmou o executivo.
