Estudo analisa impacto da autoestima na saúde mental

Os encontros são semanais, com o objetivo de estimular uma relação mais saudável e funcional dos participantes consigo mesmos

Por Redação

Estudo avalia o fortalecimento da autoestima contra depressão

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) está apoiando um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) voltada ao fortalecimento da autoestima e à redução de sintomas de ansiedade e depressão. A iniciativa faz parte da estratégia da Fundação de fomentar estudos que resultem em benefícios aplicáveis para a população fluminense.

O projeto avalia a aplicação de uma intervenção terapêutica baseada em um protocolo internacional, que foi adaptado para a realidade brasileira. A proposta parte da compreensão clínica de que a baixa autoestima não é apenas um sintoma isolado, mas um fator que está intimamente relacionado a sofrimentos emocionais, podendo agravar quadros psiquiátricos e impactar a qualidade de vida.

Terapia em grupo favorece o apoio mútuo

A intervenção acontece através de encontros semanais. O objetivo é estimular uma relação mais saudável e funcional dos participantes consigo mesmos.

Durante as atividades supervisionadas, são trabalhados aspectos como o desenvolvimento da autoconfiança, a reestruturação da percepção pessoal, o enfrentamento de pensamentos negativos e o fortalecimento dos vínculos sociais.

Segundo os pesquisadores, o formato em grupo favorece a troca de experiências e o apoio mútuo, ampliando os efeitos positivos do acompanhamento psicológico.

Pesquisa pode permitir avanço da rede pública na saúde mental

Atualmente, o estudo envolve cerca de 80 participantes. A equipe técnica acompanha a evolução dos níveis de autoestima, bem-estar emocional e a redução de sintomas ao longo do processo terapêutico.

A iniciativa permite avaliar, de forma estruturada e baseada em dados, como esse modelo de atendimento pode contribuir para ampliar o acesso a estratégias eficazes de cuidado psicológico na rede pública.

Para a presidente da Faperj, Caroline Alves, investir em pesquisas com impacto social é parte essencial da missão institucional.

"A Fundação atua para transformar conhecimento em benefício concreto para a sociedade. Apoiar estudos voltados à saúde mental significa fortalecer políticas de cuidado, ampliar o acesso da população a tratamentos qualificados e incentivar soluções que promovam mais qualidade de vida", destaca Caroline.

A expectativa é que o modelo seja replicado em outros serviços de saúde e instituições. O objetivo é ampliar o alcance de um atendimento acessível e com alto potencial de impacto social.

A Faperj destaca que tem intensificado o apoio a pesquisas que desenvolvem soluções aplicáveis e fortalecem a prevenção, o diagnóstico e o tratamento em saúde mental, garantindo que o conhecimento científico se traduza em práticas eficazes para a sociedade.