Preço do material escolar tem alta de 17,81%
Por Redação
Os pais fluminenses precisam preparar o bolso e a paciência para as compras de volta às aulas em 2026. Levantamento da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e do Procon-RJ aponta que o preço médio do material escolar subiu 17,81% em comparação ao ano anterior.
O estudo, que analisou 90 itens fundamentais para o cotidiano estudantil, revelou um cenário de fortes contrastes: enquanto 60% dos produtos sofreram reajustes, outros 40% apresentaram redução nos valores. Essa oscilação reforça a necessidade de pesquisa rigorosa antes de fechar o carrinho de compras em grandes redes ou papelarias de bairro.
O impacto mais severo foi identificado em itens de nicho, onde a variação de preço atingiu o patamar de 475%. A Diretoria de Estudos e Pesquisas do Procon classificou nove produtos com comportamento extremo. No topo dos aumentos estão os instrumentos geométricos, como réguas e esquadros.
A explicação técnica aponta que fornecedores substituíram linhas básicas por versões premium, elevando o custo final. Além disso, materiais artísticos, como tintas guache e aquarelas, registraram altas desproporcionais, impulsionadas pelo custo de insumos e reposicionamento de marcas no varejo. Lápis de cor especializados e itens de desenho técnico também tiveram altas sensíveis às novas estratégias comerciais.
A pesquisa também detectou reduções drásticas que chegam a 98% em itens específicos. Dicionários e tabuadas estão entre as maiores quedas. Esse fenômeno é atribuído à digitalização do ensino, com a substituição do papel por aplicativos gratuitos. Com a queda na demanda, as papelarias adotam promoções agressivas para escoar os estoques. Segundo o secretário da Sedcon, Gutemberg Fonseca, o planejamento é a melhor arma do consumidor. Ele orienta que os pais analisem as listas, comparem preços e façam escolhas estratégicas para evitar gastos desnecessários neste período. Pesquisar entre diferentes marcas e lojas gera economia.
Além do monitoramento de preços, as autoridades intensificaram a fiscalização em escolas e papelarias. Uma unidade de luxo na Barra da Tijuca foi autuada por irregularidades. Agentes constataram a falta de acessibilidade em banheiros para alunos com deficiência. Também foi identificada prática abusiva na lista de materiais: a escola cobrava taxa de atividades pedagógicas de R$ 450 de quem comprasse os itens por conta própria. A escola tem 15 dias para defesa, mas as ações do Procon em outras unidades seguem em todo o estado, visando coibir abusos e garantir os direitos das famílias fluminenses.
