Disney promove ação de 'Avatar' pelo meio ambiente no Rio

Estúdio busca promover conscientização ambiental por meio da arte

Por Pedro Sobreiro

Tintas foram feitas com cinzas de incêndios florestais

Criada, escrita e dirigida por James Cameron, a franquia "Avatar" chegou ao seu terceiro capítulo com "Avatar: Fogo e Cinzas", que chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (18). E parte fundamental da saga para o diretor é a mensagem ecológica e social por trás da ação.

Por conta disso, a Disney lançou uma parceria com o projeto Cinzas da Floresta, que pintou uma empena urbana com a imagem de Varang, a nova personagem do filme, no Centro do Rio com tintas produzidas das cinzas de incêndios florestais, coletadas em diferentes biomas do Brasil.

Pintada pelas mãos de Denys Evol, Snek e André, a arte busca promover o filme e a conscientização ambiental, chamando atenção para as queimadas que atingem as florestas brasileiras anualmente.

“Eu acho a arte uma ferramenta muito importante e única para trazer esses temas. O Cinzas da Floresta surge justamente do fogo, das queimadas, dessa situação espalhada por vários biomas do Brasil. Avatar fala da natureza e nos faz entender que somos parte dela. Essa junção é natural: uma tinta feita de cinzas, dialogando com essa nova temática do filme, alcançando mais pessoas e lembrando que preservar é uma necessidade”, afirma André.

O Cinzas da Floresta é um projeto de artivismo que transforma resíduos da destruição ambiental em memória, imagem e ação coletiva. Desde sua criação, já realizou mais de 10 empenas e 12 murais, ocupando cerca de 4.800 metros quadrados de paredes em pelo menos 15 cidades brasileiras. O projeto também tem ligação com brigadas voluntárias de combate ao fogo, destinando recursos arrecadados com obras e ações para a formação de brigadistas, compra de equipamentos e fortalecimento da Rede Nacional de Brigadas Voluntárias.

Além das intervenções urbanas, o coletivo promove exposições e oficinas de pintura com as cinzas, aproximando diferentes públicos do gesto simbólico de criar a partir daquilo que foi destruído. A proposta é transformar cinzas em ferramenta de reflexão sobre emergência climática e futuro.