Fachin vê risco às investigações e mantém preso cunhado de Vorcaro
Presidente do STF rejeita liberdade e prisão domiciliar de Fabiano Zettel, investigado por suspeita de atuar como operador financeiro do esquema ligado ao Banco Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou, na quinta-feira (5), os pedidos de liberdade e de prisão domiciliar apresentados pela defesa do empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Investigado na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, Zettel permanecerá preso preventivamente.
Fachin considerou que a manutenção da prisão é necessária para preservar as investigações, garantir a aplicação da lei penal e evitar riscos à ordem pública. A decisão acompanhou o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), contrária à soltura.
"A prisão preventiva autorizada nos autos segue adequada e indispensável à aplicação da lei penal, à manutenção da ordem pública e à conveniência da instrução criminal, devendo ser mantida", afirmou o ministro.
Suspeita de atuação financeira
Segundo a Polícia Federal, Zettel teria exercido papel relevante na movimentação de recursos vinculados ao grupo investigado. Os investigadores o apontam como um dos operadores financeiros de Vorcaro, com suspeitas de participação na intermediação de pagamentos.
Preso desde março, o empresário está custodiado no Complexo Penal da Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo.
A Operação Compliance Zero investiga supostas irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master e à atuação de pessoas ligadas ao ex-controlador da instituição.
Pedido de prisão domiciliar
A defesa também solicitou prisão domiciliar por razões humanitárias, citando questões de saúde da esposa de Zettel e o nascimento recente de filhos gêmeos.
Fachin rejeitou o argumento por considerar que não foi demonstrada a inexistência de uma rede familiar capaz de prestar assistência.
Em manifestação anterior, os advogados afirmaram que Zettel possui atividades empresariais lícitas e sem relação com a administração do Banco Master.
A decisão mantém a medida cautelar, mas não representa condenação nem julgamento definitivo das acusações investigadas.