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Flávio Bolsonaro vai a culto na Flórida e faz primeira aparição pública após fuga do Brasil

O candidato à presidência derrotado nas eleições por Lula (PT) participou de um culto ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro e suas respectivas esposas

Por Adriano Araújo

Flávio Bolsonaro em culto na Flórida, nos EUA, da igreja Celeiro House of Prayer, com o irmão Eduardo e suas respectivas esposas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) fez neste domingo (1º) sua primeira aparição pública nos Estados Unidos desde sua fuga do Brasil. O candidato à presidência derrotado nas eleições por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um culto evangélico ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro e suas respectivas esposas, no estado da Flórida.

O culto ocorreu na igreja Celeiro House of Prayer, ministrado pelo pastor José Maurício Fernandes, conhecido como Paizão. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o pastor se dirige a Flávio e diz: "Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E, se perder, você está ganhando".

Flávio diz não se arrepender de sair do Brasil

Flávio Bolsonaro publicou, também neste domingo, uma nota oficial na qual afirmou que não se arrepende de "absolutamente nada" do que fez. No texto, o parlamentar rebateu decisões judiciais recentes e justificou sua viagem aos Estados Unidos, onde está desde quarta-feira (28).

Em publicação na rede social X, o senador declarou que não deixou o Brasil por motivos pessoais, mas "pelo Brasil". Ele também afirmou estar em um país onde pode expressar suas opiniões livremente.

No posicionamento, ele relembrou que foi intimado pela Polícia Federal após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes.

"Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai (ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão", escreveu o senador.

Flávio também criticou a atuação de Moraes e mencionou uma diligência da Polícia Federal em sua residência. "Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta", afirmou.

O senador está nos Estados Unidos desde 28 de outubro. A viagem ocorreu após a derrota de seu grupo político na eleição presidencial, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).