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Lula e Flávio não vão a Aparecida, mas participam de missas pela Padroeira

Polêmica envolvendo a Padroeira do Brasil gerou desgaste político, avalia analista

Por Rudolfo Lago

Flávio e Lula decidiram não ir a Aparecida

Os candidatos à Presidência da República no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resolveram não ir até Aparecida do Norte (SP), no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, para as celebrações pelo dia da Padroeira do Brasil.

Flávio Bolsonaro enviou como representante seu candidato a vice-presidente, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). E representando Lula foi o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Para o advogado, analista político e consultor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Melillo Dinis, toda a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida no primeiro turno acabou gerando mais desgaste do que dividendos políticos, o que levou à decisão de Lula e de Flávio de não se exporem mais indo ao Santuário. “Creio que toda essa polêmica acabou comprometendo imagens. Primeiro, a imagem da própria Nossa Senhora, utilizada politicamente de uma forma exagerada. E, depois, as imagens dos candidatos. Ninguém saiu ganhando”.

Ainda que tenham resolvido não ir publicamente ao Santuário – assim como também não foram no sábado em outra forte demonstração de devoção à Nossa Senhora, que é a procissão do Círio de Nazareth, em Belém (PA) –, os candidatos participam nesta segunda-feira de atos de celebração da Padroeira, em Brasília.

Lula assistiu a uma missa na Capela do próprio Palácio da Alvorada, às 9h. Flávio Bolsonaro irá à missa na Catedral de Brasília, às 11h.