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Fim da escala 6x1: aliados de Flávio pressionam Alcolumbre para adiar votação

Senadores da oposição ligados a Flávio Bolsonaro pedem adiamento de votação; candidato à Presidência defende redução de jornada com redução de salários

Por Petrônio Viana

Alcolumbre quer votar PEC que acaba com a escala 6x1 antes do segundo turno das eleições

Os senadores de oposição aliados ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) decidiram pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), para adiar a votação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1 para depois do segundo turno das eleições.

O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), defendeu o adiamento alegando “não ser um bom momento” para a discussão da proposta. O senador evitou responder sobre o posicionamento do PL na votação.

“Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”, disse Marinho.

A senadora Tereza Cristina (PP) foi escolhida pelo bloco da oposição para negociar com Alcolumbre o adiamento da votação. Entre os pedidos está o de que, caso ele queira votar, faça somente a primeira votação da PEC do fim da 6x1 e deixe o restante para depois.

Uma PEC precisa ser votada duas vezes antes de ser considerada aprovada. O que abre margem para que, mesmo com a primeira aprovação, a proposta não siga adiante após as eleições.

Na terça-feira (6), Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a PEC do governo e, mais uma vez, defendeu a proposta alternativa. O texto da oposição prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário.