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Preocupado com avanço da direita, Fachin se reúne com senadores

"Não terá vingança nem omissão ao STF" em eventual governo Flávio, declarou Rogério Marinho

Por Gabriela Gallo

Marinho para Fachin: "O Senado não fará vingança, mas não será omisso"

Após a divulgação dos resultados do primeiro turno eleitoral e a nova composição do Congresso Nacional apontar um aumento da direita no Senado Federal, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reuniu na terça-feira (6) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tratar de assuntos de interesse do Poder Judiciário no Congresso Nacional. Ele ainda se encontrou com senadores da base e da oposição governista. Todos os encontros estavam previstos na agenda do ministro.

Vale destacar que o Senado tem o poder de aprovar o impeachment de um ministro do Supremo e, com o cenário da nova composição do poder Legislativo, ao menos 49 senadores se manifestam favoráveis a eventuais processos de afastamento, especialmente do ministro Alexandre de Moraes. Davi Alcolumbre já acumula 109 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Outro tema de interesse da direita que preocupa o STF é a retirada de casos criminais de competência do Supremo.

Rogério Marinho

Entre os senadores, Fachin se encontrou com Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha à presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – que disputará o segundo turno eleitoral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em conversa com a imprensa após o encontro, Marinho afirmou que, caso Flávio ganhe o segundo turno e se torne o próximo presidente do país, a direita não buscará “vingança”. Contudo, ele declarou que os congressistas não serão omissos a eventuais irregularidades ou abuso de poder dos magistrados.

“Deixamos claro que, na hora que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do STF, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, disse o senador, que voltou a defender a separação entre os poderes.

Logo após se encontrar com o coordenador da campanha de Flávio, o presidente da Suprema Corte também se reuniu com a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE). O encontro visava esclarecer ao ministro do STF quando o Senado votaria a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/2025), que está travada no Senado desde março. Segundo a líder, apesar das alterações sobre a segurança pública estarem entre as prioridades do governo federal, o poder Executivo está concentrando esforços para aprovar o fim da escala 6x1 (PEC 221/2019).