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Senado bate recorde de mulheres eleitas e terá maior bancada feminina da história

Doze candidatas conquistaram vagas nas eleições de 2026, maior número em um único pleito desde a redemocratização; presença feminina deve chegar a 18 das 81 cadeiras em 2027

Por Bianca Lobianco

Doze mulheres foram eleitas para o Senado em 2026, maior número registrado em um único pleito desde a redemocratização. Michelle Bolsonaro foi uma das eleitas

As eleições de 2026 levaram um número recorde de mulheres ao Senado. Doze candidatas foram eleitas neste domingo (4), entre as 54 vagas em disputa, o maior número de senadoras escolhidas em um mesmo pleito desde a redemocratização.

A marca supera o recorde anterior, registrado em 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras na Casa. Na última eleição em que dois terços do Senado também foram renovados, em 2018, sete senadoras foram eleitas.

Com o resultado, a bancada feminina deve passar das atuais 15 para 18 integrantes em 2027, considerando também suplentes que estejam no exercício do mandato. Elas representarão 22,2% das 81 cadeiras, o maior patamar da história do Senado.

Foram eleitas Mara Rocha (Republicanos-AC), Marina JHC (PSDB-AL), Rayssa Furlan (Podemos-AP), Luizianne Lins (Rede-CE), Michelle Bolsonaro (PL-DF), Bia Kicis (PL-DF), Gracinha Caiado (União-GO), Marília Campos (PT-MG), Marília Arraes (PDT-PE), Samanda de Lula (PT-RN), Teresa Surita (MDB-RR) e Carol de Toni (PL-SC).

O Distrito Federal também estabeleceu uma marca inédita. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis conquistaram as duas vagas em disputa e se juntarão a Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022 e com mandato até 2031. Será a primeira vez que uma unidade da Federação terá seus três assentos no Senado ocupados simultaneamente por mulheres.

Outro marco veio do Amapá. Rayssa Furlan se tornou a primeira mulher eleita senadora pelo estado. Com isso, o Piauí passa a ser a única unidade da Federação que nunca elegeu uma mulher para o Senado.

Apesar do avanço, a diferença de representação permanece expressiva. As mulheres correspondem a 51,5% da população brasileira, mas deverão ocupar 22,2% das cadeiras do Senado a partir de 2027.

A eleição também ocorreu em um cenário de crescimento das candidaturas femininas. Dados divulgados pelo Senado a partir dos registros do Tribunal Superior Eleitoral apontam cerca de 70 mulheres na disputa, o maior número absoluto das três últimas eleições.

As 12 senadoras eleitas tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027 e terão mandatos de oito anos, até 2035.