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Deputado do PL usa gás de pimenta e ameaça puxar arma contra militantes do PSol

Assessoria de Alexandre Knoploch negou que deputado estivesse portando arma, Flávio Serafini diz que entregará imagens às autoridades

Por Marcelo Perillier e Petrônio Viana

Alexandre Knoploch negou que objeto na cintura fosse uma arma de fogo

O deputado estadual e candidato à reeleição pelo PL do Rio de Janeiro, Alexandre Knoploch, foi filmado acionando um spray de pimenta e ameaçando puxar uma arma contra militantes do PSol que estavam em um comitê do também deputado Flávio Serafini. A confusão foi motivada por uma música executada no comitê, que incomodou o parlamentar de direita.

O jingle “Tariflávio” relaciona acusações e xinga o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. De acordo com Knoploch, os militantes do PSol teriam agido com agressividade quando ouviram reclamações sobre a música.

“Acabei de sair agora da Praça Sans Pena, uma covardia. Uma covardia. Tem um comitê lá da esquerda, não sei se é do Serafini, Lula, sei lá o que que é. Pra vocês terem uma ideia, nós estamos o dia inteiro panfletando, o dia inteiro dando material. E aí eles botaram uma música”, disse o deputado do PL.

“Um horror, uma depravação. Uma senhora passou e reclamou, falou: 'meu filho, eu não posso ouvir isso'. E eu fui reclamar com eles. Eles vieram em cinco em minha direção, o motoboy que estava lá, que estava horrorizado também. Como se não bastasse, vieram me intimidar. Eu já falei, eu não vou aceitar a intimidação. Uso sim sprays de pimenta pra qualquer um que tentar me agredir”, afirmou Knoploch.

Em contato com o Correio da Manhã, a assessoria de Alexandre Knoploch negou que o deputado estivesse portando uma arma e afirmou que o objeto que aparece na cintura do deputado no vídeo seria o spray de pimenta usado contra os militantes. A assessoria também divulgou nota alegando que o candidato registrou o caso em um boletim de ocorrência.

“Tentativa de intimidação”

O deputado Flávio Serafini classificou o incidente como uma “tentativa de intimidação” e informou que os vídeos e fotos de Knoploch em frente ao comitê serão entregues às autoridades para adoção de medidas nas esferas criminal e eleitoral.

“Esse deputado, que já é conhecido pela violência, que já é conhecido pelo desequilíbrio que tem hoje. Parte de sua família presa, respondendo a processos de corrupção no governo Cláudio Castro não vai nos silenciar. Nenhum passo atrás. Vamos continuar firmes com a nossa campanha na rua e vamos exigir da Justiça e da polícia todas as medidas cabíveis para que essas pessoas violentas não consigam atrapalhar a campanha eleitoral e não consigam atacar a democracia. Seguimos firmes”, disse o parlamentar do PSol.

Leia a íntegra da nota divulgada por Alexandre Knoploch:

“Durante uma agenda na Tijuca na manhã desta segunda-feira (28), o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) estava distribuindo panfletos próximo ao comitê de um candidato do PSOL, quando foi questionado por uma senhora sobre uma música que continha termos de baixo calão como "cabeça do meu pau" (sic) e "cabeça da minha pica" (sic), tocada ali no momento pela equipe de Serafini. Ao responder que era ilegal, seis ocupantes do comitê ouviram a conversa e foram em direção ao deputado, com ameaças.

Sobre o episódio, Knoploch informa que fez o registro da ocorrência e deve enviar denúncia ao TRE pelo uso de palavras de baixo calão em logradouro público e contra o adversário Flávio Bolsonaro.

Este não foi o primeiro flagrante da execução da música pornográfica pela esquerda. Na manhã de domingo, dois cabos eleitorais do PT tocavam a letra em uma caixa de som na frente de crianças que faziam uso da orla de Copacabana para o lazer. A dupla caminhava em direção à Caminhada de Mulheres de Direita, que foi liderada pela candidata à vice-governadora Fernanda Louback (PL) e teve presença de outras mulheres, incluindo a mulher de Douglas Ruas, Mariana Ruas.”