Lula e Flávio miram em facções em discursos no Rio de Janeiro

Em discursos no Rio de Janeiro, Lula e Flávio Bolsonaro fizeram ameaças a criminosos e falaram sobre projetos para o governo

Por Petrônio Viana

Lula esteve no Rio com Eduardo Paes

Líderes nas pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) centraram seus discursos no combate ao crime organizado, neste sábado (22), no Rio de Janeiro. Os dois candidatos participaram de eventos na capital fluminense.

O candidato à reeleição pelo PT promoveu um ato de campanha no estádio do Bangu, na Zona Oeste, e destacou o envio a Congresso da PEC da Segurança Pública, que amplia a participação do governo federal no enfrentamento à violência nos estados. A proposta foi enviada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na sexta-feira (21) pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

No evento, com a presença do candidato do PSD ao governo do Rio, Eduardo Paes, Lula afirmou ainda que pretende devolver os territórios ocupados pelas facções criminosas à população do Rio de Janeiro.

“Quero olhar na cara desse povo aqui da Região Oeste do Rio. Nós vamos tirar os bandidos do território de vocês. E vamos devolver o território para o povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200 [criminosos]. Nós vamos prendê-los. Vamos falar ‘A vila é do povo’, ‘a escola é do povo’, ‘a padaria é do povo’. Não é dos bandidos. Isso vamos fazer”, disse o presidente.

Reprodução/Assessoria - Flávio Bolsonaro participou de evento com Douglas Ruas no Rio de Janeiro

O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, participou neste sábado de um evento de campanha do candidato ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL). Em seu discurso, o senador defendeu a classificação do Comando Vermelho como organização narcoterrorista e deu prazo “até dezembro” para que os criminosos deixem o país.

“Eu não vou baixar a cabeça para bandido. Já tô avisando: marginais, narcoterroristas, vocês têm até dezembro desse ano para meter o pé do Brasil, porque, a partir de janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas”, disse.

Flávio Bolsonaro criticou também a cooptação de crianças pelo crime organizado e o uso de drones com explosivos. “Eu soltava pipa quando criança. Hoje estão sendo criadas e treinadas para usar drones com bomba. Só falta ter que comprar guarda-chuva blindado”, afirmou o candidato.