Flávio Bolsonaro inicia campanha no Rio com discurso sobre segurança

Candidato do PL fez comício em Copacabana, criticou o governo Lula e prometeu classificar facções criminosas como terroristas

Por Ana Laura Gonzalez

Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) iniciou oficialmente sua campanha eleitoral neste domingo (16), com um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O senador subiu em um trio elétrico por volta das 11h30 e concentrou o discurso em temas como segurança pública, soberania nacional, política externa e economia.

O evento marcou o primeiro ato de campanha do candidato após o início oficial do período eleitoral. Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir deste domingo os candidatos estão autorizados a pedir votos explicitamente e a realizar comícios, carreatas e passeatas.

Flávio chegou ao trio elétrico usando um colete à prova de balas sob a camiseta. Ele estava acompanhado do candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, do candidato ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, além da mãe, Rogéria Bolsonaro, e da esposa, Fernanda Bolsonaro.

Durante o discurso, o senador fez referências ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e reconheceu a semelhança entre os dois.

“Sei que pareço com ele. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, afirmou.

Segurança pública é destaque no discurso

A segurança pública foi um dos principais assuntos abordados por Flávio Bolsonaro no primeiro ato da campanha presidencial. O candidato afirmou que o Brasil perdeu soberania e relacionou o problema à atuação de organizações criminosas em diferentes regiões do país.

Segundo Flávio, a população não teria mais controle sobre aspectos básicos da própria segurança, como veículos, celulares, residências e ruas.

O candidato também prometeu adotar uma política mais dura contra organizações criminosas.

“O Brasil vai vencer porque PCC, Comando Vermelho e milícias vão ser classificados como terroristas”, declarou.

Ao abordar a situação do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, Flávio questionou quem exerceria o controle territorial da região: o poder público ou o Comando Vermelho.

O senador também acusou o governo de não ter capacidade para garantir a segurança da população e afirmou que uma administração que não consegue controlar o próprio território não teria condições de assegurar a soberania nacional.

Flávio promete negociar com Estados Unidos e China

Na área internacional, Flávio Bolsonaro afirmou que teria capacidade para negociar com diferentes potências e parceiros comerciais do Brasil.

O candidato citou Estados Unidos, China, Israel, Índia e Argentina, além de países do Oriente Médio, e disse que pretende buscar acordos comerciais considerados favoráveis ao país.

“Eu sou o único que pode sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o Oriente Médio, com a Índia e com a Argentina e fazer os melhores e maiores acordos comerciais pelo bem da nossa nação”, afirmou.

Candidato critica situação econômica

Flávio também dedicou parte do discurso à economia e ao custo de vida. Ele citou famílias endividadas e afirmou que muitos brasileiros estariam reduzindo o volume de produtos levados para casa por causa dos preços.

O senador utilizou exemplos de produtos que, segundo ele, passaram por redução de quantidade nas embalagens, como papel higiênico, chocolates e ovos.

Flávio atribuiu a situação econômica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Campanha eleitoral começa oficialmente

O ato em Copacabana ocorreu no primeiro dia oficial da campanha eleitoral de 2026. A partir deste domingo, candidatos podem pedir votos diretamente aos eleitores e realizar eventos públicos, como comícios, carreatas e passeatas.

A propaganda eleitoral na internet também está autorizada. Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá início em 28 de agosto.

A campanha de Flávio Bolsonaro começou no Rio de Janeiro, estado onde o senador construiu sua trajetória política e exerceu quatro mandatos como deputado estadual antes de chegar ao Senado.