Pesquisas revelam disputa no Pará e favoritos no Paraná e no Rio
Disputa aponta empate no Pará, enquanto Sergio Moro e Eduardo Paes são favoritos
Pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (27) mostram que as disputas nacional e estaduais chegam à fase das convenções com configurações diferentes. Na corrida ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a pesquisa nacional BTG Pactual/Nexus e também aparece à frente nos cenários de segundo turno. Nos estados, Eduardo Paes (PSD) e Sergio Moro (PL) aparecem com vantagens mais amplas no Rio de Janeiro e no Paraná, enquanto a sucessão no Pará permanece aberta.
No levantamento nacional BTG Pactual/Nexus, Lula registra 42% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 33%. Na sequência, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 6%; Renan Santos (Missão), com 5%; Romeu Zema (Novo), com 3%; Augusto Cury (Avante), com 2%; e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%. Brancos e nulos somam 6%, e 2% não souberam responder.
Em todos os cenários simulados de segundo turno, Lula aparece à frente dos adversários, embora com Caiado e Flávio em empate técnico, dentro da margem de erro. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 47%, diante de 43% do senador. Lula também vence Ronaldo Caiado por 45% a 43%, Romeu Zema por 46% a 42% e Renan Santos por 47% a 39%.
Os números mostram Lula na liderança da disputa presidencial. No primeiro turno, nenhum dos demais candidatos ultrapassa individualmente os 6% das intenções de voto.
Pará aberto
Entre as pesquisas estaduais da Genial/Quaest, o Pará apresenta o quadro mais indefinido. No primeiro cenário estimulado, a vice-governadora Hana Ghassan (MDB) aparece com 24%, enquanto o prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (Podemos), tem 20%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Mário Couto (DC) registra 11%. Araceli Lemos (PSOL), Cleber Rabelo (PSTU) e Raquel Brício (UP) aparecem com 2% cada. O número de eleitores que não sabem em quem votar chega a 26%, e outros 13% declaram voto branco, nulo ou dizem que não irão votar.
Na comparação com a rodada de abril, Hana Ghassan ampliou seu desempenho e passou a aparecer numericamente à frente de Daniel Santos, embora ambos permaneçam tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Os indecisos recuaram de 30% para 26%.
O cenário de segundo turno mantém o empate técnico entre os dois candidatos. Hana aparece com 36%, e Daniel, com 35%. Outros 18% continuam indecisos, enquanto 11% optariam por voto branco, nulo ou não compareceriam.
Lideranças isoladas
No Paraná, Sergio Moro aparece com vantagem sobre todos os adversários nos três cenários apresentados. Na simulação mais ampla, o senador tem 39%, seguido por Requião Filho (PDT), com 18%; Rafael Greca (MDB), com 12%; e Sandro Alex (PSD), com 7%. Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC) registram 1% cada. Os indecisos são 15%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar somam 7%.
Mesmo com mudanças na composição da disputa, Sergio Moro registra entre 39% e 40% das intenções de voto nos três cenários apresentados. Requião Filho varia entre 18% e 24%, enquanto Sandro Alex aparece entre 7% e 9%. Em todos os cenários, Moro lidera numericamente a disputa.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) também lidera todos os cenários. Na simulação que reúne o maior número de candidatos, o ex-prefeito tem 38%. Anthony Garotinho (Republicanos) e Douglas Ruas (PL) aparecem empatados, com 10% cada. Os demais nomes registram entre zero e 2%. Os indecisos representam 19%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar, 16%.
Sem Garotinho, Paes chega a 42%, contra 11% de Douglas Ruas. No terceiro cenário, Eduardo Paes também registra 42% das intenções de voto. Nos dois cenários, os indecisos somam 18%, enquanto 19% declaram voto branco, nulo ou dizem que não pretendem votar.
As três pesquisas estaduais foram realizadas presencialmente entre 21 e 25 de julho. A Quaest entrevistou 900 eleitores no Pará, 1.104 no Paraná e 1.200 no Rio de Janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais em cada estado, com nível de confiança de 95%. Já a pesquisa nacional da Nexus ouviu 2.004 eleitores por telefone, entre 24 e 26 de julho, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.