Lula chega à França para participar da cúpula do G7

Chefe do Executivo cumpre agenda diplomática com líderes estrangeiros em meio a debates sobre economia global e tecnologia

Por Redação

Outro tema da agenda será a inteligência artificial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta segunda-feira (15) a Évian-les-Bains, na França, onde participa da reunião de líderes do G7, marcada para esta terça-feira (16). Embora o Brasil não integre o grupo, o chefe do Executivo foi convidado para o encontro, que reúne algumas das maiores economias do mundo.

O governo brasileiro trabalha com a possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula. Até o momento, porém, não há reunião bilateral oficialmente agendada entre os dois líderes.

Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a chegada antecipada de Lula ao evento levou em conta a possibilidade de Trump participar apenas da abertura dos trabalhos, como ocorreu em edições anteriores do encontro. Apesar disso, nem o governo brasileiro solicitou formalmente uma audiência com o presidente norte-americano, nem houve pedido semelhante por parte da Casa Branca.

A eventual conversa ganha relevância diante das discussões comerciais entre os dois países. O governo brasileiro acompanha propostas dos Estados Unidos que podem resultar em novas tarifas sobre produtos nacionais. Integrantes da equipe econômica avaliam que parte das medidas ainda pode ser negociada, enquanto outras são vistas como de difícil reversão.

Além da participação nas atividades da cúpula, Lula tem reuniões previstas com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza. Na terça-feira, o presidente brasileiro também deverá se encontrar com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi.

Durante os debates do G7, Lula deve defender o fortalecimento dos mecanismos multilaterais de negociação e manifestar preocupação com medidas econômicas unilaterais adotadas por alguns países. A expectativa é que o presidente brasileiro critique o aumento de barreiras comerciais sem direcionar ataques diretos aos Estados Unidos.

Outro tema da agenda será a inteligência artificial. Em discussões previstas durante a cúpula, Lula deverá destacar que o Brasil está aberto à atuação de empresas de tecnologia, desde que respeitem a legislação nacional e as decisões das instituições brasileiras.