Flávio Bolsonaro volta a debater CV e PCC em reunião com Marco Rubio

Senador Flávio Bolsonaro teve reuniões com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, nesta quarta-feira

Por Petronio Viana

Flávi Bolsonaro debateu com Rubio classificação de CV e PCC como organizaçõs terroristas

Depois do encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira (26), o senador Flávio Bolsonaro (PL) esteve reunido nesta quarta-feira (27) com o vice-presidente, JD Vance, e com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, também debatida com Trump, foi pauta do encontro.

De acordo com o pré-candidato do PL à Presidência, Rubio se manifestou a favor da mudança, que permite que os EUA participem do enfrentamento às facções além de suas fronteiras. No entanto, o senador disse acreditar que a classificação ainda não teria ocorrido devido a um pedido de Lula para que a medida não fosse adotada no atual governo brasileiro.

Depois do encontro de 30 minutos com Rubio, acompanhado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro se encontrou com o vice-presidente dos EUA, JD Vance. O tema debatido foi a liberdade de expressão no Brasil.

Ainda na quarta-feira, o grupo participou de uma reunião com o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, e com o conselheiro do governo Trump para assuntos do Brasil, Darren Beattie.

Facções criminosas

Após a reunião com Trump na Casa Branca, Flávio Bolsonaro afirmou ter enfatizado a importância da classificação do CV e do PCC como organizações terroristas. O senador disse que o presidente dos EUA se comprometeu a analisar a aplicação da medida. “Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, disse.

O governo brasileiro se posiciona contra a classificação sob o argumento de que isso serviria de justificativa para uma intervenção militar dos EUA em solo brasileiro.