PF faz nova fase da Compliance Zero e mira Ciro Nogueira

Operação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros ligados ao antigo Banco Master

Por Redação

Segundo a PF, o parlamentar teria sido destinatário de vantagens indevidas e usado o mandato em favor de interesses ligados ao grupo investigado

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao antigo Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.

Entre os alvos da operação está o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Segundo a PF, o parlamentar teria sido destinatário de vantagens indevidas e usado o mandato em favor de interesses ligados ao grupo investigado.

Por determinação judicial, o senador está proibido de manter contato com investigados e testemunhas.

O irmão de Ciro Nogueira, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também foi alvo das medidas cautelares. Ele deverá usar tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte e não poderá se comunicar com outros investigados.

Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, foi preso temporariamente. De acordo com a Polícia Federal, ele atuaria como operador financeiro do empresário, sendo responsável por intermediar decisões estratégicas e movimentações financeiras e societárias.

Ao todo, a operação cumpre 10 mandados de busca e apreensão nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Também houve determinação de bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.

As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Esta é a quinta fase da Operação Compliance Zero. Na etapa anterior, realizada em abril, foram presos o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro.

Daniel Vorcaro permanece preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A defesa do empresário apresentou nesta semana uma proposta de delação premiada, atualmente sob análise da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O espaço permanece aberto para manifestações.