Ex-ministro Silvio Almeida diz ser inocente e afirma que se defenderá na Justiça

Indiciado por importunação sexual, ex-chefe dos Direitos Humanos critica acusações e diz ter sido alvo de "linchamento público"

Por Redação

Ex-ministro ainda afirmou que tem sido alvo de adversários políticos

O ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida publicou na terça-feira (31) um vídeo nas redes sociais em que afirma ser “inocente” das acusações de assédio. Ele foi indiciado pela Polícia Federal em novembro de 2025 pelo crime de importunação sexual.

Na gravação, Almeida disse que optou por permanecer em silêncio até o momento em respeito à família, à legislação e ao andamento das investigações, que tramitam sob sigilo. Segundo ele, sua defesa será apresentada formalmente no Judiciário.

“O que tenho a dizer sobre esse caso, eu direi no lugar certo, na Justiça, diante de um juiz, com meus advogados. E é lá que eu poderei me defender de verdade, apresentando provas”, afirmou.

Almeida deixou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro de 2024, após denúncias de assédio envolvendo diversas mulheres. Entre as acusações está a da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

Sem citar nomes diretamente, o ex-ministro contestou a ideia de que teria influência para interferir no caso. Segundo ele, a demissão ocorreu de forma rápida, sem oportunidade de defesa. Almeida também afirmou que houve tratamento discriminatório na condução das acusações, mencionando racismo estrutural.

“A situação mostra como homens e meninos pretos são vistos com suspeita permanente”, declarou.

O ex-ministro ainda afirmou que tem sido alvo de adversários políticos e classificou o episódio como resultado de interesses que buscariam retirá-lo da vida pública. Ele disse ter sofrido “linchamento público” e criticou a atuação da Me Too Brasil, responsável por tornar públicas as denúncias.

“A organização, que tornou públicas as supostas denúncias contra mim, até agora não apresentou às investigadoras informações básicas para atestar que essas denúncias existiam de fato”, disse.

A denúncia contra Almeida foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República em março deste ano. O caso tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal e tem como relator o ministro André Mendonça.