Moraes dá 24 horas para defesa de Bolsonaro explicar vídeo divulgado por Eduardo

Ministro do STF questiona possível descumprimento de medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar

Por Da Redação

Bolsonaro está detido em sua residência desde a última sexta-feira (27)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre uma publicação feita por seu filho, Eduardo Bolsonaro. No conteúdo, o ex-deputado afirma estar gravando um vídeo para mostrar ao pai, que cumpre prisão domiciliar.

Bolsonaro está detido em sua residência desde a última sexta-feira (27), após passar cerca de duas semanas internado em um hospital particular em Brasília para tratar um quadro de broncopneumonia. A conversão da prisão para o regime domiciliar foi acompanhada da imposição de medidas cautelares.

Entre as restrições determinadas por Moraes estão o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilização de celular e redes sociais. A manifestação do ministro ocorre diante da possibilidade de descumprimento dessas condições.

Na decisão desta segunda-feira (30), Moraes menciona a participação de Eduardo Bolsonaro em um evento conservador realizado no estado do Texas, nos Estados Unidos, no último fim de semana. O ex-parlamentar reside no país desde fevereiro do ano passado.

Em vídeo divulgado durante o evento, Eduardo aparece segurando um celular e afirma estar registrando imagens para exibir ao pai. “Vocês sabem por que eu estou gravando este vídeo? Porque eu estou mostrando ele ao meu pai”, disse.

Eduardo Bolsonaro teve o mandato de deputado federal cassado por faltas, após se mudar para o exterior. Ele também responde a processo judicial no Brasil sob suspeita de tentar influenciar autoridades no julgamento relacionado à chamada trama golpista.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A atual prisão decorre desse processo, cuja execução foi recentemente convertida para o regime domiciliar.