Moraes nega livre acesso de filhos a Bolsonaro
Ex-presidente está em prisão domiciliar desde sexta-feira
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou no sábado (28) pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que concedesse “livre acesso” a seus filhos à residência onde ele cumpre prisão domiciliar desde sexta-feira (29).
Na sexta, Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, onde estava internado, e não voltou para a Papudinha, onde antes estava preso, seguindo diretamente para a casa onde mora no bairro do Jardim Botânico, em Brasília. A prisão domiciliar foi concedida como consequência do estado de saúde do ex-presidente. Ele foi internado e ficou na UTI do DF Star em razão de uma broncopneumonia. A prisão domiciliar foi concedida por um período de 90 dias, e sua extensão dependerá de novas avaliações e do cumprimento das medidas cautelares impostas, que incluem a proibição de visitas políticas. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Moraes autorizara a visita dos filhos que não moram na mesma residência, mas em horários restritos, que seguem os critérios de restrição de estabelecimentos prisionais. Assim, as visitas podem acontecer às quartas-feiras e sábados, nos horários determinados.
Candidatos
Há entre os filhos de Bolsonaro que não moram com ele dois que participarão de disputa política este ano. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República. O vereador Carlos Bolsonaro (PL) disputará uma vaga para o Senado por Santa Catarina. E também é político Jair Renan (PL), vereador na cidade catarinense de Balneário Camboriú. Flávio Bolsonaro tem menor restrição, porque também integra o grupo de advogados do ex-presidente.
Os advogados de Bolsonaro queriam que os filhos não residentes tivessem o mesmo acesso das pessoas que residem na casa, no caso a esposa do ex-presidente, Michelle, e a filha do casal, Laura. Moraes respondeu que o pedido “carece de qualquer viabilidade jurídica”.
Também foram prestadas informações sobre quem são e quantos os funcionários que trabalham na residência. São oito motoristas e seguranças, pessoais de Bolsonaro e da casa, duas empregadas domésticas, uma manicure e um piscineiro.