Comissão do Senado aprova requerimentos para ouvir Vorcaro e autoridades sobre caso Master

Coordenador do grupo, Renan Calheiros (MDB-AL) cobra explicações do BC sobre demora para fazer a liquidação da instituição financeira

Por Redação

Senador Renan Calheiros (MDB-AL)

A subcomissão do Senado que investiga o escândalo financeiro do Banco Master aprovou, nesta terça-feira (10), uma série de requerimentos de convites e convocações para depoimentos. 

Os parlamentares aprovaram as oitivas de dois sócios do banco Master, Daniel Vorcaro e Augusto Lima.

Reunidos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), os senadores também aprovaram convites para ouvirem as seguintes pessoas: Otto Lobo (presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários), Vital do Rego (presidente do Tribunal de Contas da União), Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal), Ailton de Aquino (diretor de fiscalização do Banco Central), Paulo Sergio Neves Souza (ex-diretor do BC), Gabriel Galípolo (presidente do BC), Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB) e Jaques Henrique de Melo (ex-diretor do BRB).

Ainda não foi estabelecido um calendário de oitivas. A expectativa é que ele seja apresentado na segunda quinzena de fevereiro.

Os parlamentares também aprovaram requerimentos em que pedem informações para PF, Ministério da Fazenda, CVM e BC, além de audiências públicas com professores universitários e especialistas.

Demora do BC

Em coletiva de imprensa, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), coordenador da comissão, disse que uma das prioridades do colegiado é saber os motivos da demora do Banco Central para fazer a liquidação do Banco Master, ocorrida em 18 de novembro de 2025.

"O Banco Central, ele precisa explicar porque demorou tanto a fazer a liquidação. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Santos Neto, mandou 18 advertências para o Banco Máster e não encaminhou nada no sequência disso. São essas questões que nós precisamos saber do que de fato aconteceu", disse Calheiros.

"Amanhã às 17h nós estaremos com o doutor André na sede da Polícia Federal requisitando o assessoramento técnico e as informações da investigação. E logo depois, nós iremos ao Supremo Tribunal Federal fazer uma reunião com o presidente Edson Fachin", acrescentou.