Petropolitano

Após quase seis meses, Prefeitura volta a instalar câmeras

Equipamentos começaram a ser instalados após retirada do anterior

Após quase seis meses, Prefeitura volta a instalar câmeras
A instalação faz parte do contrato emergencial Crédito: Ascom/PMP

Após quase seis meses de interrupção do sistema de videomonitoramento urbano, a Prefeitura de Petrópolis começou nesta quarta-feira (19) a instalar as câmeras da nova Central de Monitoramento. Os primeiros equipamentos foram colocados no Quitandinha, em três pontos considerados estratégicos: na Ponte Fones, na Rua Coronel Veiga, na altura do número 1.276, e na entrada do Gulf. Em cada local, foram instaladas duas câmeras fixas.

A instalação faz parte do contrato emergencial formalizado pela Prefeitura em 16 de julho, no valor de R$ 1.499.830. O acordo prevê 127 câmeras distribuídas em 67 pontos da cidade, sendo 115 convencionais, oito com leitura de placas de veículos e quatro com tecnologia de reconhecimento facial. A contratação também inclui a implantação da central, operação assistida, manutenção, suporte técnico e armazenamento das imagens por pelo menos 30 dias. O prazo máximo estabelecido é de 60 dias para implantação e entrada em operação, contados a partir da Ordem de Serviço, e o contrato pode durar até 12 meses.

Apesar da retomada, a nova estrutura emergencial ficará abaixo do quantitativo apontado como necessário pelo próprio setor técnico da Prefeitura. Em manifestação apresentada na ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o órgão informou que o Estudo Técnico Preliminar elaborado para a contratação definitiva identificou a necessidade de 211 câmeras distribuídas em 144 pontos.

Com isso, o sistema emergencial terá 84 câmeras a menos do que o previsto no estudo técnico e deixará 77 pontos apontados como estratégicos fora da cobertura, segundo o MPRJ. Na petição, o órgão destacou que a conclusão sobre a necessidade de uma estrutura maior partiu da própria administração municipal.

A Secretaria de Serviços, Segurança e Ordem Pública (SSSOP) informou, em nota divulgada anteriormente, que o contrato emergencial foi estruturado para restabelecer "neste primeiro momento" os locais que já faziam parte do sistema municipal, considerando a cobertura anterior e a localização estratégica dos equipamentos. A Prefeitura também mantém um processo para a contratação definitiva de um sistema mais amplo.