Calamidade financeira deve nortear debate sobre LDO e LOA
08 de julho de 202600:01Redação
Decreto de calamidade foi publicado no dia 30/06Crédito: Thiago Alvarez/CM
O decreto de calamidade financeira, publicado em 30 de junho, deve ser um dos principais temas de debate durante a tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA) na Câmara Municipal. Afinal, a medida prevê mais seis meses de contingenciamento de despesas, cortes de gastos e revisão de contratos, refletindo diretamente no planejamento financeiro do município. Mais do que reconhecer a crise, o decreto evidencia que, se o município não apertar definitivamente os cintos, a situação fiscal dificilmente melhorará em 2027. Pelo contrário, há o risco de agravamento. Até o fim do ano, a administração terá como principais desafios regularizar débitos, manter os serviços públicos em funcionamento e encontrar alternativas para ampliar a arrecadação sem comprometer ainda mais a população.
Busca de recursos além do município
Situação fiscal segue problemática mesmo com decretoCrédito: Arquivo/TV Correio da Manhã
Outro ponto que exigirá atenção será a busca por recursos para impedir o crescimento das dívidas e dos precatórios, que atualmente somam cerca de R$ 175 milhões. Sem um planejamento consistente e medidas efetivas de equilíbrio fiscal, a tendência é que esse passivo continue aumentando, reduzindo ainda mais a capacidade de investimento do município. Também será necessária uma forte articulação política junto aos governos estadual e federal para a obtenção de recursos extraordinários e investimentos.
Justificativa perde força
Em momentos de restrição fiscal, o apoio externo deixa de ser apenas uma alternativa e passa a ser uma necessidade.
Por fim, a atual gestão também enfrenta um desafio político. Embora parte da situação financeira seja consequência de problemas herdados de administrações anteriores, esse argumento perde força com o passar do tempo. Após 19 meses à frente da Prefeitura, a população passa a cobrar menos explicações sobre o passado e mais resultados para o presente e para o futuro.
Críticas alegam falta de transparência
O decreto também tem gerado reações e críticas por parte da oposição. A vereadora Júlia Casamasso alega falta de transparência no decreto. Entre os questionamentos: qual valor o município precisa economizar? Quais contratos serão revistos? Quais os resultados obtidos, uma vez que o decreto é valido desde 2025? A parlamentar ainda alega que há recursos para terceirizar serviços essenciais do município, como coleta de lixo e educação.
Educação
A educação dos motoristas em Petrópolis precisa ser analisada. Recentemente a CPTrans publicou um vídeo nas redes sociais explicando como a rotatória no Vale do Carangola deve ser utilizada. Embora o município precise de investimentos urgentes em mobilidade, está claro que falta educação no trânsito petropolitano.
Zíper
O problema pode ser constatado no trevo de Bonsucesso. Apesar da placa indicar 'sistema zíper', ou seja, um veículo por vez, os motoristas não respeitam a sinalização, até mesmo os ônibus invadem a via. A consequência, uma disputa sem fim pelo espaço, tanto para quem segue no sentido centro, quanto quem pretende seguir para Itaipava.
Emprego
O Balcão de Empregos da Prefeitura de Petrópolis oferece esta semana 74 oportunidades de trabalho. As vagas estão disponíveis desta segunda-feira (06/07) até sexta-feira (10/07) e os candidatos podem realizar o cadastro de seus currículos no site oficial da Prefeitura de Petrópolis. (https://www.petropolis.rj.gov.br)
Medalha
Três atletas do programa Agita Petrópolis participaram neste fim de semana dos Jogos Escolares do Rio de Janeiro Kyorigui, etapas regionais e estaduais, em Bangu, no Rio de Janeiro. Eles conquistaram três medalhas: uma de ouro e duas de prata. Outros sete atletas também representaram a cidade. Foram 14 medalhas, quatro de ouro, sete de prata e três de bronze.
Reagiu
Após a publicação do vídeo do atual presidente do Sehac, Luiz Cruzick, que alegou que não há problemas no serviço, o vereador Léo França voltou a criticar o município. Segundo ele, a denúncia realizada referente aos alimentos disponibilizados aos pacientes, não era apenas do gabinete, mas sim da população petropolitana.
Suspensão
Foi protocolado na Câmara Municipal de Petrópolis a suspensão do recesso legislativo. A medida foi solicitada pelo vereador Léo França nesta terça-feira (07), com a justificativa de fiscalizar e acompanhar o recente decreto publicado pelo município que prorrogou o estado de calamidade financeira por 180 dias.
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