Radar meteorológico ganha destaque em audiência
Equipamento Banda X custou R$ 7 mi e passou a ser usado de forma contínua
O radar meteorológico Banda X, instalado no Morin, já está incorporado à rotina do Departamento de Monitoramento da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis. O equipamento foi um dos destaques da audiência pública, realizada em 24 de setembro, na Câmara Municipal. O encontro apresentou as ações da pasta entre maio e agosto de 2026 e mostrou como o equipamento passou a integrar a rotina de monitoramento da cidade.
Segundo o relatório apresentado, o radar é utilizado de forma contínua pelo Departamento de Monitoramento para acompanhar a formação, a intensidade e o deslocamento das chuvas. Os dados auxiliam na análise dos cenários de risco, na emissão de alertas e na adoção de medidas preventivas. De acordo com o secretário de Defesa Civil, coronel Guilherme Moraes, a equipe técnica acompanha o funcionamento do sistema, realiza ajustes operacionais e integra os dados produzidos pelo radar com outras fontes de informação meteorológica.
O equipamento chegou a Petrópolis em setembro de 2025, vindo da Finlândia. A tecnologia Banda X possui maior resolução e permite acompanhar os núcleos de chuva com mais velocidade e precisão. A aquisição, no valor de R$ 7 milhões, foi feita pelo Bradesco após um acordo relacionado a uma ação movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Além da operação do equipamento, a Defesa Civil apresentou as capacitações realizadas para os profissionais responsáveis pelo sistema. Em maio e junho de 2026, foram realizados encontros técnicos com conteúdo sobre procedimentos operacionais, interpretação de produtos meteorológicos e análise dos dados produzidos pelo radar.
De acordo com a Secretaria, o Departamento de Monitoramento acompanha 24 horas por dia, durante os sete dias da semana, as condições meteorológicas, hidrológicas e geológicas de Petrópolis. Entre as atividades estão a análise de boletins de órgãos estaduais e federais, emissão de alertas e mobilização de equipamentos quando há possibilidade de desastre.
Durante os questionamentos, a vereadora Júlia Casamasso destacou a necessidade de transformar os dados produzidos pela Defesa Civil em ações concretas. "Não basta a gente saber só onde está o risco, mas precisamos ter a capacidade de reduzir esses riscos", afirmou Júlia durante a audiência. Entre os pontos levantados estavam investimentos em drenagem, contenção, infraestrutura e habitação, além da execução das medidas previstas no PMRR.
A vereadora também falou sobre os geradores destinados aos Pontos de Apoio e sobre o Índice de Capacidade Municipal. De acordo com Guilherme Moraes, o processo para aquisição dos equipamentos estava licitado desde 21 de julho e aguardava homologação.
Outro tema foi o Índice de Capacidade Municipal (ICM). Petrópolis atingiu 20 dos 20 critérios avaliados e chegou à categoria A. Ao comentar o resultado, Guilherme afirmou: "Nunca tivemos 20 de 20. Ano passado foi 19 de 20". Vitória Custódio explicou que o índice é utilizado como parâmetro pelo Governo Federal e que Petrópolis também passou a ser considerado município prioritário.