Em conversa ao Correio Petropolitano, o diretor do Partido Socialista Brasileiro (PSB) Petrópolis, Marcus Santiago, comentou sobre a recente decisão da Justiça Eleitoral, que negou o pedido de liminar para a perda do mandato do vereador Léo França, que se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) no dia dois de abril, a fim de disptar uma vaga no Legislativo Estadual.
Carta de anuência
Santiago ressaltou que teve ciência da carta de anuência somente nesta quarta-feira (06), pela imprensa, e afirmou que buscará o direito do partido. "Vamos até a última instância para garantir que o mandato seja do PSB. Conseguimos duas cadeiras no Legislativo de forma legítima nas eleições de 2024 e temos nosso suplente, que claramente está interessado em assumir o cargo. Hoje, o PSB é o mais prejudicado com a questão. O mandato é do diretório municipal", citou.
Segundo Marcus, o PSB tem grande relevância no município, sendo responsável por eleições para prefeito, como a do ex-prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, que também se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) após 25 anos no PSB. O partido se reuniu com o diretório estadual nesta quarta-feira (06) para alinhar os próximos passos. A legenda lançará pelo menos um nome para concorrer à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e outro à Câmara dos Deputados. A definição deve ocorrer nesta sexta-feira (08), com projeto próprio, ou seja, sem a intenção de criar coligações para o pleito deste ano.
Marcus Santiago ressaltou que a política petropolitana precisa de reformulação e resgate da confiança. "O que falta em Petrópolis é ética e decência na política. A cidade consegue resolver seus problemas aqui, sem interferência de poder político e econômico externo. Temos que trazer confiança para a população", disse.
Sede do PT
Enquanto a disputa envolvendo os partidos é travada no Judiciário Eleitoral, o ex-prefeito Rubens Bomtempo (PT) gravou um vídeo para as redes sociais anunciando a nova sede do Partido dos Trabalhadores em Petrópolis. A medida reforça a estratégia do PT no município, a fim de garantir Bomtempo com uma cadeira em Brasília.
Embora a ação na Justiça Eleitoral permaneça, a carta de anuência do vereador Léo França foi entregue ao diretório nacional, que autorizou a transferência partidária, desta forma, enfraquecendo os pontos citados na ação contra Léo França.