Renovação com a SinalVida vira alvo do TCE

Corte aponta supostas falhas na renovação do contrato

Por Por Richard Stoltzenburg

Prefeitura terá que apresentar estudo técnico à corte

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) identificou falhas no processo de prorrogação do contrato do estacionamento rotativo em Petrópolis. A decisão foi tomada após análise técnica do órgão, que avaliou documentos enviados pela Prefeitura.

Segundo o TCE, o processo apresentou irregularidades formais e técnicas. Entre os principais problemas estão a falta de justificativas completas para a renovação do contrato, ausência de estudos atualizados e dúvidas sobre a vantagem econômica da prorrogação.

O estacionamento rotativo é o sistema que regula o uso de vagas em vias públicas, geralmente com cobrança por tempo. Esse tipo de serviço costuma ser concedido a empresas privadas por meio de contrato administrativo. O serviço é criticado por moradores pela qualidade do serviço prestado. 

Falta de estudos

De acordo com o relatório, a Prefeitura não apresentou de forma clara estudos que comprovem que a prorrogação do contrato é a melhor opção. O tribunal destacou a ausência de análise comparativa com outras alternativas, como uma nova licitação.

Também foi apontada a falta de um estudo técnico detalhado que demonstre benefícios para o município e para os usuários do sistema.

Decisão do Tribunal

Diante das falhas, o TCE não aprovou a forma como o processo foi conduzido. O órgão determinou que a Prefeitura adote medidas para corrigir os problemas identificados.

Entre as recomendações estão:

- apresentação de estudos técnicos mais completos;

- justificativa clara da escolha pela prorrogação;

- análise econômica que comprove vantagem para o município;

- maior transparência no processo

O tribunal também destacou que decisões desse tipo precisam seguir princípios da administração pública, como legalidade, eficiência e transparência.  Caso as irregularidades não sejam corrigidas, o contrato pode sofrer questionamentos ou até ser invalidado.

Inválido 

Em 2022, a CPTrans invalidou o contrato de renovação com a empresa, cujo período se estendia por 10 anos, sendo válido até 2035. A medida foi adotada após a criação de uma Comissão Especial na Câmara, que com 14 assinaturas dos parlamentares, pedia a anulação do novo aditivo.

O Correio Petropolitano questionou o município sobre a renovação e aguarda um posicionamento da Prefeitura.