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Flávio Dino vai furar a fila do Impeachment

Por Da Redação

Flávio Dino pode passar à frente de Moraes na fila do impeachment do próximo Senado

Cada vez fica claro que a posição do ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, é de quem está de passagem pelo Supremo Tribunal Federal. Ele cria um clima irrespirável para a convivência com seus pares. Quem pretende ficar por um longo período, como o jovem ministro Cristiano Zanin, adota uma postura civilizada e respeitosa sem escrachar as relações pessoais.

Na primeira passagem pela magistratura, em Primeira Instância, ele renunciou. Seguiu seu rumo político. Hoje, fica evidente que ele está de olho em 2030 e quer ser o sucessor de Lula. Para isso, tem que trabalhar pela reeleição do atual e octogenário presidente.

A falta de respeito de Dino pelo Tribunal Superior Eleitoral - TSE manifestou-se no julgamento do processo sucessório do Rio, a ponto de irritar a serena ministra Cármen Lúcia, então presidente da Corte. Teve o embate com o ministro André Mendonça na questão de Andrei Rodrigues e, agora, volta a desautorizar o colega em uma decisão sobre o retorno de uma fake news de Lula, a respeito do candidato Flávio Bolsonaro.

Flávio Dino continua acumulando um passivo indefensável. Não será surpresa se, na próxima legislatura, ele passar à frente do colega Alexandre de Moraes (a quem ele prestigiou ao comparecer na festa de casamento milionária do filho de Moraes e Vivi, em São Paulo, no último dia 26), na lista de ministros a sofrer pedido impeachment pelo Senado. É só abrir a caixa preta das suas decisões recentes no Maranhão: todas para atingir o seu sucessor no governo que, aliás, era seu vice. Até agora se fecha os olhos sobre as barbáries e interferências na política maranhense, usando a sua caneta com a tinta do STF. Se os fatos forem pinçados, sobrarão razões para que ele possa ser questionado sobre o abuso de poder e desvios como magistrado. Além, é claro, do lamentável episódio da quebra do sagrado segredo da fonte, por ter sido flagrado usando carro oficial do TJ-MA para ir à praia. O Maranhão pode ser o princípio do fim do ministro pro-tempore do STF.