Antirracismo em Niterói

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Em Niterói, a luta antirracista terá uma grande aliada. Isso porque o Museu Antonio Parreiras realiza, ao longo do mês de fevereiro, uma programação educativa e cultural integrada às ações resultantes da inclusão ao Programa de Museus Antirracistas, do Instituto Pretos Novos.

As atividades gratuitas dialogam com a exposição "Zumbi: Reinar sobre a História", que está à mostra no local, e propõem reflexões sobre ancestralidade, memória, identidade e práticas culturais afro-brasileiras.

A programação do equipamento da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) reúne ações educativas, oficinas e encontros voltados a públicos de diferentes idades, articulando educação museal, acessibilidade e participação social. Às vésperas do Carnaval, as atividades também incorporam a maior festa popular do país como eixo cultural, reconhecendo a festa como patrimônio vivo e linguagem de expressão coletiva, memória e criação artística.

Ao longo do mês, o público poderá participar de ações educativas contínuas relacionadas à exposição, como atividades sobre símbolos Adinkra, contação de histórias sobre Zumbi dos Palmares e rodas de conversa mediadas a partir de elementos da cultura africana e afro-brasileira. As três atividades tiveram início em 1° de fevereiro e seguirão disponíveis até o encerramento da exposição "Zumbi: Reinar sobre a História".

A programação inclui ainda oficina criativa ligada ao carnaval, destinada a turmas de escolas públicas, de confecção de instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis, no dia 10. Além disso, haverá uma edição especial da "Noite com Parreiras: Carnaval", no dia 26, e da Oficina Criativa Narrativas e Cartografias, voltada à escrita, memória e território, no dia 28, fechando o mês de fevereiro.

As ações desenvolvidas pelo Museu Antonio Parreiras integram o Programa de Museus Antirracistas, iniciativa do Instituto Pretos Novos que orienta práticas educativas, institucionais e curatoriais comprometidas com o enfrentamento ao racismo estrutural e a valorização das matrizes afro-brasileiras e afro-indígenas nos espaços museais.

Na Funarj, o programa vem sendo implementado em seus museus como parte de uma política de ampliação do acesso, da inclusão e da diversidade. A iniciativa reforça o papel dos equipamentos culturais como espaços de memória, educação e transformação social, fortalecendo práticas institucionais alinhadas à equidade e à responsabilidade pública da cultura.