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Eleição está a CINCO dias

Por Paulo César de Oliveira

No próximo domingo vamos todos às urnas. As pesquisas mostram ainda muita incerteza do eleitor quanto ao voto presidencial. Exatamente onde existe a maior polarização, a radicalização inconsequente. Uma radicalização que tem tudo de estratégica eleitoral e que vai colocar — pode-se dizer já colocou — Flávio e Lula no segundo turno.

De um lado o presidente Lula que busca e pode ter o seu quarto mandato, um fato histórico, mesmo com alguns deslizes. De outro Flávio Bolsonaro, cuja folha corrida, que se conhece, não é boa para um presidente, mas que vai chegando, sustentado pelo sobrenome e pela vitimização de seu pai, Jair, condenado a prisão por tentativa de golpe. Não se pode dizer que é uma luta entre direita e esquerda, até porque os dois candidatos não têm esta formação política sólida.

Fora da disputa ficam outros candidatos com mais formação. Se a disputa presidencial já tem — ou parece ter — seu quadro de segundo turno bem definido na maioria dos estados a disputa, em sua maioria, está indefinida. Em Minas, pelas pesquisas, o senador Cleitinho Azevedo pode vencer já no primeiro turno. Caso haja segundo turno as pesquisas deixam em suspenso o nome do segundo colocado, disputa que estaria entre Patrus, do PT, e Kalil, do PDT.

Em São Paulo a situação é bem parecida com a de Minas e Tarcísio de Freitas pode ser reeleger já no primeiro turno. Caso a disputa avance para o segundo turno, ela, certamente, será contra Haddad, do PT. Nos outros estados há muita indefinição que indicam a possibilidade de muitas surpresas nos resultados. Mas mesmo com as eleições tão perto o país continua estarrecido, e envolvido, com o escândalo do Supremo Tribunal Federal que, como eu venho dizendo, tem tudo para "acabar em pizza", sem punições rigorosas para os culpados de dentro e de fora.

Mas este é o momento da população esquecer um pouco este escândalo vergonhoso e pensar nas eleições. Lembrar-se de que tão ou mais importante que a escolha do Executivo — presidente e governadores — é a formação de um Legislativo — Câmara, Senado e Assembleias — sério e competente, capaz de colocar freios nos abusos internos e de outros Poderes. Pensem bem e escolham os melhores nomes, pois o poder é deles.