Eram os deuses astronautas?

Por Rosina Bezerra de Mello

Três fatos recentes recordaram-me de uma obra de ficção científica lida na adolescência. São eles: a desclassificação de documentos da NASA sobre OVINIS e captura de alienígenas; o lançamento do novo filme de Steven Spielberg, Dia D (2026); e, a iminência da 3ª grande guerra. Pergunto-me: o que uniria a população mundial em torno de uma causa única? Bingo! Uma ameaça de invasão extraterrestre.

O cinema, a TV, os desenhos animados e a literatura vêm preparando a mente das pessoas para um evento semelhante. É a técnica de programação preditiva. No cinema, são mais de 80 filmes desde a década de 1950. O Homem do Planeta X (1951) foi o 1º longa-metragem. Temos séries de TV famosas como Star Wars e Jornada nas estrelas. A humanidade precisa de distração. A fantasia e a ficção nos trouxeram até aqui como civilização e possibilitaram os avanços tecnológicos de hoje. Basta ler as obras de Júlio Verne, escritor francês do séc. XIX.

Daí a concordar com uma invasão alienígena real, é demais! Parece-me o planejamento de uso das TICs, como hologramas interativos tridimensionais e ondas de rádio de baixa frequência para manipulação mental, promovendo o grande engano e estabelecendo a governança global, prevista na Agenda 2030 e, até mesmo, pelo Projeto Bluebeam (Raio Azul), teoria criada na década de 1990, afirmando que a NASA e a ONU planejam um falso evento extraterrestre ou religioso para dominar o mundo. É muita imaginação! Mantenho-me racional.

O novo filme, excelente como arte, surge como uma atualização da obra do hoteleiro suíço, Erich von Däniken, Eram os deuses astronautas (1968), lançado antes do Homem pisar na lua, e também do emblemático filme Dia da Independência (1998). A obra de Däniken criou inúmeras teorias acerca da influência alienígena nas antigas civilizações, moldando a evolução da humanidade. A interferência dos aliens virou justificativa para as maravilhosas e colossais pirâmides egípcias e incas, as quilométricas linhas de Nazca, os misteriosos moais da Ilha de Páscoa, entre outros feitos arquitetônicos. Ele também explica o aparecimento da espécie humana como resultado do cruzamentos dos seres extraterrestres com primatas. A maioria das teses já foi desconstruída pela ciência.

O autor justifica a relação entre deuses e astronautas como sendo resultado da ignorância da população da época, atribuindo divindade ao desconhecido, por ausência de palavras para defini-los e capacidade para compreendê-los, como ocorreu com as narrativas mitológicas. O livro virou best sellers no mundo todo. Os leitores foram fascinados pelo mistério que permeia a imaginação humana: somos os únicos seres inteligentes neste universo infinito? Não sabemos.

Cientistas e historiadores explicam serem as construções antigas frutos do engenho humano. Sem provas materiais e evidências, Däniken foi acusado de fraude. Eu digo que ele tem imaginação muito fértil, pois, na literatura e nas Artes, qualquer ficção é possível.